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Caso Joaquim: dossi� aponta rota das armas

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EDNELSON FEITOSA O diretor do Centro de Perícias Forenses, Ailton Villanova, encaminhou ontem um dossiê ao secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, no qual apresenta, em detalhes e com farta documentação, a rota das armas e munições apreendidas pela polícia em poder de policiais suspeitos de envolvimento no assassinato do eletricista e artista plástico José Joaquim de Araújo, ocorrido em junho de 1999. O dossiê releva que as munições não desapareceram na fase do inquérito, e sim quando já estavam em poder da Justiça, conforme ofício do delegado Arnaldo Soares de Carvalho, que faz parte do processo e está em poder do juiz Daniel Accioly. ?Temos documento que prova que recebemos 26 armas e nenhuma cápsula ou projétil?, afirmou o perito. Ailton Vilannova informou que acompanha o caso desde o princípio. Ele revelou ter encaminhado 108 armas para o Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, além de sete cápsulas e quatro projéteis (recolhidos no corpo e na casa de Joaquim), solicitando respostas para três quesitos, em relação às armas e às munições. Dois lotes Segundo o diretor do Centro de Perícias Forenses, o primeiro lote, com 54 armas apreendidas em poder de policiais do 1º e 3º Distritos e da Delegacia de Menores, foi enviado para Brasília, cerca de trinta dias após o assassinato do eletricista. Todas as armas foram periciadas, mas nenhuma foi apontada como compatível com os estojos e as munições. Após 10 meses e oito dias, o material voltou para Alagoas. No dia 13 de março de 2000, o segundo lote, também com 54 armas (registradas por policiais na Secretaria de Segurança), foi encaminhado para perícia no INC da Polícia Federal. Só que, passado quase um ano, as armas ainda não haviam sido periciadas. ?Houve pressão do Sindicato dos Policiais Civis, alegando que os companheiros estavam andando desarmados e o então secretário Mário Pedro decidiu mandar buscar as armas, em fevereiro de 2001. Somente sete armas haviam sido alvo de perícia, e o resultado foi também negativo?, contou Villanova. Em Maceió, as cápsulas e os projéteis ficaram custodiados no Instituto de Criminalística, que tinha como diretor o perito Horácio Brasileiro. No dia 23 de agosto de 2001, o perito José Geraldo Barros encaminhou, por protocolo, sete estojos e quatro projéteis para o delegado Arnaldo Soares de Carvalho, responsável pelo inquérito. Dias depois, o material foi remetido à Justiça, com o inquérito, conforme ofício existente no processo, diz Villanova.

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