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PM � assassinado por vizinho com a pr�pria arma

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EDNELSON FEITOSA Uma discussão entre vizinhos terminou em morte, na madrugada de ontem, no Loteamento Pouso da Garça, no Tabuleiro do Martins. A vítima foi o soldado PM Reginaldo Régis Luiz dos Santos, 39, lotado no Comando de Policiamento do Interior, em São Luiz do Quitunde. Ele recebeu cinco tiros de revólver, três dos quais na cabeça, na presença da esposa e da filha de cinco anos. O autor dos disparos foi identificado como Ailton, um funcionário do Hospital Universitário (HU) de Maceió. O subtenente Afrânio Monteiro, que trabalhava com o soldado Régis, contou que ele e o vizinho estavam bebendo, festejando a véspera de São Pedro, quando surgiu o desentendimento, no começo da madrugada. ?Houve troca de empurrões e a arma do militar caiu. Ailton apanhou o Taurus e descarregou cinco tiros no tórax e na cabeça do PM?, revelou. A viúva de Reginaldo Régis, Aguineide Santos, evitou a imprensa. Ela permaneceu no local do crime até a chegada dos colegas do marido. Entregou a arma e voltou para casa. O sepultamento foi providenciado por familiares e amigos da Polícia Militar. ?Trabalhei com ele muito tempo. Era um homem de bem, um militar que honrava seu uniforme?, afirmou o soldado PM Joaquim, de Matriz do Camaragibe. Tomar cerveja A família do militar informou na Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (CIAPC II), no Tabuleiro do Martins, que ele retornava da casa do sogro, quando foi chamado por Ailton para tomar uma cerveja. Apesar da insistência da mulher para irem direto para casa, Régis concordou em beber com o vizinho, pois eram amigos. Pouco tempo depois, surgiu a discussão. Ailton teria dado um soco no rosto do PM e ele caiu, ficando desacordado. Com a arma do militar, o funcionário do Hospital Universitário fez cinco disparos, abandonando o revólver no local. Colegas do militar que compareceram ao Instituto Médico Legal Estácio de Lima, onde o corpo foi necropsiado e liberado para sepultamento, no final da manhã, garantiam não acreditar que Régis tenha iniciado a confusão, que teria sido acarretada por ciúmes, por parte do acusado. ?Ele não iria provocar uma situação deste tipo, nem mesmo por brincadeira, pois Régis dizia que Ailton era seu melhor amigo?, informou um colega de farda. Policiais do Comando de Policiamento da Capital (CPC) realizaram diligências no sentido de localizar o acusado, que conseguiu fugir à ação da polícia.

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