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Vereador foi preso em 99, diz delegado

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GILVAN FERREIRA O presidente da Associação dos Delegados de Alagoas (Adepol), delegado Antônio Carlos Lessa, lembrou ontem que o vice-presidente da Câmara Municipal de Maceió, vereador Jaudeni Coutinho (PSB), não é primário e já respondeu a pelo menos um processo na Justiça. Em 1999, contou Lessa, o vereador foi preso e autuado em flagrante por porte ilegal de armas, em Palmeira dos Índios. A prisão foi feita pelo próprio delegado Antônio Carlos Lessa. Jaudeni havia sido preso na semana passada e foi solto por um juiz plantonista, que justificou a decisão com os ?bons antecedentes? de Jaudeni e sua suposta condição de primário em crimes. O presidente da Adepol informou também que vai entrar com uma representação no Conselho de Ética da OAB contra o advogado de Jaudeni Coutinho, Welton Roberto, por suas críticas à delegada Bárbara Arraes, responsável pela prisão em flagrante do vereador, acusado de extorsão mediante seqüestro. Welton Roberto argumentou que a prisão de Jaudeni foi ilegal e a denúncia de seqüestro mediante extorsão não teria base legal. Ele antecipou a informação sobre a intenção do vereador de entrar com uma ação na Justiça contra a delegada Bárbara Arraes, por suposto abuso de poder. Segundo o presidente da Adepol, o advogado estaria tentando denegrir a delegada e interferir no trabalho da polícia, ?além de agir de forma anti-ética?. Lessa disse que a delegada agiu dentro da lei e com base em determinações da Justiça, e garantiu que a Adepol ?vai assumir a defesa dela contra os ataques do advogado Welton Roberto?. Segundo Lessa, o advogado, na tentativa de defender o seu constituinte (vereador Jaudeni Coutinho), estaria ferindo o Código de Ética da OAB. ?O advogado Welton Roberto não está agindo de forma ética. Ele não tem razão para afirmar que a delegada cometeu abuso de autoridade ou ato ilegal. A direção da Adepol não vai aceitar essa acusação e vai exigir respeito ao trabalho da autoridade policial?, afirmou Lessa.

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