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Pol�cia pede amanh� a pris�o de vereador

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EDNELSON FEITOSA ?Não existe alternativa senão pedir a prisão preventiva do vereador Jaudeni Coutinho e dos três outros acusados, pois se trata de crime hediondo?, afirmou, ontem, o delegado Maurício Henrique, um dos quatro integrantes da comissão que apura suposto crime de extorsão mediante seqüestro contra os pernambucanos Flávio Freire de Sales e Sávio Gomes Torres. Os dois foram resgatados, na última quarta-feira, do prédio da Fundação Jaudeni Coutinho, no Prado, onde se encontravam em cárcere privado. Segundo o delegado, o inquérito será concluído e remetido à Justiça amanhã, quando a comissão que investiga o caso deverá pedir a prisão preventiva do vereador Jaudeni Coutinho (PSB, vice-presidente da Câmara Municipal de Maceió), do ex-delegado do 11º Distrito, Moisés Marcelo, e dos policiais civis José Cícero Cassiano e Nivaldo Acioli ? este, o único que foi preso. Ontem, os três delegados designados para apurar o crime ouviram a fita remetida à polícia alagoana pelo Ministério Público de Pernambuco, na qual uma pessoa que se identifica como Jaudeni Coutinho, por telefone, exige da mãe de Sávio R$ 110 mil, por haver comprado a ele (Sávio) um trator roubado, e mais R$ 17 mil, por ?despesas da polícia? com sua prisão e de seu primo, Flávio Freire. Segundo o conteúdo da fita, Jaudeni teria avisado à mãe de Sávio que vendesse dois apartamentos no Recife para pagar a dívida, caso contrário corria o risco de não voltar a ver os dois detidos. A fita foi gravada pela família dos pernambucanos, que reside em Cabrobó (PE). Interrogatórios O delegado Moisés Marcelo e o policial Cícero Cassiano serão interrogados hoje pela manhã. O diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, se declarou ?revoltado? com as declarações do advogado Welton Roberto, que defende o vereador, alegando existir ?conotação política? na prisão de Jaudeni Coutinho. Lisboa informou ter recebido a fita do Ministério Público e solicitado ao promotor Luiz Vasconcelos um mandado de busca para localizar os pernambucanos supostamente seqüestrados. ?Quando a polícia chegou à fundação, encontrou as vítimas, o vereador Jaudeni e o policial Nivaldo?, contou. O promotor Luiz Vasconcelos, que acompanha as investigações, assegurou que as declarações de Welton Roberto são bravatas da defesa. ?Havia duas pessoas presas contra vontade e a família sendo pressionada. O que é isto??, questionou Vasconcelos.

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