Polícia
Juiz adia pedido de pris�o preventiva de Jaudeni
EDNELSON FEITOSA O juiz José Cícero Alves da Silva decidiu, ontem, relaxar a prisão do policial civil Nivaldo Acioli, e adiar por 20 dias o pedido de prisão preventiva do vice-presidente da Câmara Municipal de Maceió, vereador Jaudeni Coutinho (PSB). Os dois são acusados de extorsão mediante seqüestro dos pernambucanos Flávio Freire de Sales e Sávio Gomes Torres, resgatados pela polícia do prédio da Fundação Jaudeni Coutinho, no Prado. Segundo o delegado Cícero Lima, que preside a comissão que apura o caso, o inquérito não precisará mais ser remetido hoje à Justiça, já que todos os acusados estão em liberdade. ?Agora vamos poder investigar com mais calma e ouvir os envolvidos e demais pessoas citadas no flagrante?, declarou. Na manhã de ontem, outro policial que estaria envolvido no caso, José Cícero Cassiano, foi ouvido pela comissão. Na chegada, foi protegido pelo delegado Eduardo Maia, diretor do Departamento Metropolitano de Polícia Especializada. Ele deixou o local disfarçado, para evitar a imprensa. Interrogatório O interrogatório do delegado Moisés Marcelo do Nascimento, anunciado para ontem, terminou não acontecendo. O delegado, segundo Lima, pediu que fosse marcada uma nova data. ?Ele deve ser ouvido na próxima semana?, afirmou. Questionado sobre se a polícia vai pedir a prisão preventiva do delegado, Lima garantiu que a polícia ?vai cumprir a lei?. O presidente da comissão que apura o crime revelou que o vereador Jaudeni Coutinho será reinterrogado no inquérito para prestar outros esclarecimentos sobre o episódio. ?Não posso revelar o que queremos saber, pois isto prejudicaria as investigações?, argumentou o delegado Lima. Jaudeni chegou a ser preso em flagrante, na semana passada, mas foi colocado em liberdade por determinação do juiz José Cícero Alves da Silva, alegando que o vereador era primário, com residência fixa e profissão definida.