Polícia
Coronel da reserva � suspeito de seq�estro
EDNELSON FEITOSA Um coronel da reserva da Polícia Militar (PM) está na mira dos delegados que investigam o Caso Jaudeni. A comissão mantém sigilo sobre a identidade do militar reformado, que seria amigo particular do vereador Jaudeni Coutinho (PSB), acusado de extorsão mediante seqüestro contra os pernambucanos Flávio Freire de Sales e Sávio Gomes Torres. As acusações são de que o coronel PM esteve na fundação que leva o nome do vereador, no bairro do Prado, fazendo ameaças aos pernambucanos e exigindo que devolvessem os R$ 110 mil que teriam recebido de Jaudeni como pagamento por um trator que haviam furtado em Pernambuco. Os delegados ressaltam que não querem se precipitar. Por isto, vão tentar fazer uma espécie de reconhecimento. As vítimas devem vir para Maceió, ainda hoje, quando serão ouvidas novamente e tentarão identificar o coronel. Silêncio A comissão manteve silêncio, na manhã de ontem, quanto ao interrogatório do delegado Moisés Marcelo do Nascimento, também acusado de participação no seqüestro. O diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, assegurou não ter sido informado de uma nova data, porque não tinha mantido contato com a comissão. Moisés Marcelo está afastado do cargo e se encontra à disposição do diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, podendo ser convocado para depor a qualquer momento. O delegado é acusado de mandar prender Flávio e Sávio sem flagrante delito ou ordem judicial, atendendo a pedido do vereador Jaudeni Coutinho, que acreditava que, presos, os pernambucanos devolveriam o dinheiro da venda do trator. Investigações Por se tratar de um servidor público, Moisés Marcelo não poderá ser acusado de extorsão e sim de concussão, fato que não ficou bem caracterizado durante o flagrante. No entanto, o seqüestro e o cárcere privado devem ser a tipificação do crime atribuído a ele. Além do delegado, os policiais Nivaldo Acioli e José Cícero Cassiano são acusados de envolvimento no caso. Todos estão em liberdade. As investigações devem ser concluídas e o inquérito remetido à Justiça nos próximos quinze dias.