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Pol�cia manda refor�o para �rea de conflito em Atalaia

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A Polícia Militar reforçou sua presença ostensiva na Fazenda São Sebastião, em Atalaia, a 53 km de Maceió, onde dois sem-terra foram baleados, na semana passada. O comandante da 4a Companhia da PM, major Louvercy Monteiro de Oliveira, informou que uma guarnição estava ontem no local para manter a situação sob controle. O coronel Adilson Bispo, do Centro de Gerenciamento de Crises, informou ontem que o clima está tenso e teme por novos fatos violentos. Ele revelou que o conflito começou com a invasão da propriedade por parte do MST, em maio. ?Tentamos vários acordos, mas não tivemos sucesso?, lamentou o oficial da PM. Na manhã de ontem, o coronel Adilson participou de reunião da Comissão de Defesa da Reforma Agrária, que aconteceu no Instituto de Terras de Alagoas (Iteral). Ele afirmou que o problema em Atalaia tomou proporções críticas, porque o MST e o fazendeiro Pedro Batista não buscaram o entendimento proposto pelo Ministério Público, que tentou reunir as partes por duas vezes. Saque em fazenda O conflito na Fazenda São Sebastião se intensificou na última quinta-feira. Dois trabalhadores sem-terra foram baleados quando retornavam para o acampamento. O MST acusou o fazendeiro Pedro Batista de ter mandado pistoleiros praticarem o atentado. Para tentar controlar a situação, a Polícia Militar determinou o deslocamento de guarnições para o local, no último sábado. Na chegada da polícia, um homem passou mal e morreu, acirrando os ânimos dos companheiros. No domingo, um grupo de sem-terra praticou o revide. Invadiu a parte da fazenda onde fica a casa do proprietário. ?O fazendeiro reclamou que eles depredaram tudo e fizeram saque, além de matarem cinco bois?, informou o coronel Adilson Batista. Para ir buscar um ônibus, um caminhão e um trator, Batista precisou de escolta policial. A polícia revistou o acampamento e a residência do fazendeiro, mas não encontrou armas. Reintegração O presidente do Iteral, Lailson Ferreira Gomes, condenou a reação do MST, avisando que se os sem-terra quiserem continuar como parceiros do governo terão que mudar de procedimento. ?Sou contra bloqueio de estradas e invasões de prédios públicos?, alertou ele. Na reunião da Comissão de Defesa da Reforma Agrária, ficou decidido que a área deve ser desocupada pelos trabalhadores, que deverão ser deslocados para outro local. Segundo Lailson, o Incra apresentou laudo indicando que as terras são produtivas, o que inviabiliza o assentamento. Participaram do encontro membros do MST, MTL e outros movimentos sociais.

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