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Delegados v�o a PE apurar Caso Jaudeni

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EDNELSON FEITOSA Dois delegados que integram a comissão que apura o crime de extorsão mediante seqüestro e cárcere privado de dois pernambucanos viajaram para Bom Conselho (PE), ontem, para ouvir novamente as vítimas, Flávio Freire e Sávio Gomes Torres, primos e residentes no município. O diretor geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, confirmou que um dos objetivos do novo interrogatório é descobrir quem teria sido o coronel da reserva da Polícia Militar de Alagoas que estaria envolvido no crime. O coronel ? cujo nome a polícia não revela ? seria o responsável pelas ameaças feitas por telefone aos familiares dos dois pernambucanos, enquanto eles estavam em cárcere privado. Na conversa, gravada, o coronel avisa que se não houvesse a devolução do dinheiro recebido pela venda de um trator, no valor de R$ 110 mil, a dupla de comerciantes não seria solta. Segundo a polícia, foi exigido também dos familiares o envio de mais R$ 17 mil, para pagar os policiais envolvidos no seqüestro e prisão ilegal dos dois. A conversa foi gravada por determinação do Ministério Público do Estado de Pernambuco. Seqüestro Flávio Freire e Sávio Gomes Torres foram seqüestrados por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, por terem vendido um trator roubado ao vice-presidente da Câmara Municipal de Maceió, Jaudeni Coutinho (PSB). O vereador foi preso em flagrante, junto com um dos policiais acusados, o chefe do Setor de Operações da delegacia, Nivaldo Acioli. O policial José Cícero Cassiano, citado como suspeito, foi ouvido e alegou inocência. Além do vereador e dos policiais, o delegado Moisés Marcelo também foi acusado de envolvimento. Ele ainda não foi interrogado pelos delegados da comissão que apura o crime. Na tarde de ontem, o delegado Cícero Lima informou que, além das vítimas, as pessoas que tiveram contato telefônico com Jaudeni Coutinho e com o oficial da reserva também serão ouvidas. A comissão ainda tem dez dias para concluir o inquérito e remeter à Justiça. Cárcere Os primos Flávio e Sávio foram mantidos presos, sem mandado de prisão, em uma cela da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e, depois, numa fundação pertencente ao vereador Jaudeni Coutinho, no Prado. Como não foi aberto um procedimento legal, a ação foi considerada pela polícia como cárcere privado. Todos os suspeitos serão indiciados em inquérito, segundo a polícia.

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