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Sogro de Jaudeni � suspeito do seq�estro

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EDNELSON FEITOSA O coronel Mário Sérgio Assunção, da reserva remunerada da Polícia Militar de Alagoas, sogro do vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Maceió, Jaudeni Coutinho (PSB), é o militar suspeito de envolvimento no crime de extorsão mediante seqüestro cometido contra dois pernambucanos, em Maceió. O crime está sendo investigado por uma comissão de delegados da Polícia Civil, presidida pelo delegado Cícero Lima, da Delegacia de Roubos e Furtos. Jaudeni Coutinho é casado com a tenente PM Danieli, filha do coronel Mário Sérgio. Ela trabalhava na assessoria da prefeita de Maceió, Kátia Born, havia sete anos e meio. A tenente teria sido afastada pela prefeita, por causa da repercussão do caso envolvendo o nome do vereador. Seu pai, coronel Mário Sérgio, também tem cargo em comissão na Prefeitura de Maceió e já trabalhou na SMTT. Ele está na reserva remunerada da PM alagoana há oito anos. O nome de Mário Sérgio surgiu como possível envolvido na extorsão dos pernambucanos Flávio Freire e Sávio Gomes Torres já no flagrante, quando as vítimas falaram de ?um coronel? que teria feito ameaças aos familiares das vítimas, enquanto estavam em cárcere privado. Numa conversa telefônica gravada o coronel avisa aos parentes dos seqüestrados que se não enviassem para Jaudeni o dinheiro recebido pela venda de um trator roubado, a dupla de comerciantes não seria solta. Na manhã de ontem, a assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que os delegados Cícero Lima e Maurício Henrique consideraram proveitosa a viagem a Bom Conselho (PE). Eles identificaram o coronel que fez ameaças, reinterrogaram as vítimas e familiares. ?Todas as dúvidas foram dissipadas?, garantiu o assessor. Na próxima semana, o coronel e o delegado Moisés Marcelo, também acusado, serão interrogados e o inquérito concluído. Os pernambucanos Flávio Freire e Sávio Gomes Torres, segundo as investigações da polícia, foram vítimas de extorsão mediante seqüestro porque teriam vendido um trator roubado, no valor de R$ 110 mil, ao vereador Jaudeni Coutinho. Para não ficar no prejuízo, Coutinho pediu ao delegado Moisés Marcelo para prendê-los. Não houve qualquer procedimento legal e eles acabaram resgatados pela Polícia Civil, sete dias após a prisão, quando se encontravam em cárcere privado numa fundação pertencente ao vereador, no bairro do Prado. A família das vítimas também teria sido avisada de que deveria enviar, além dos R$ 110 mil do trator, mais R$ 17 mil que o vereador pagaria aos policiais pelo ?serviço?.

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