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Caso Jaudeni: lei do sil�ncio para delegados

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Os delegados da comissão que apura o ?caso Jaudeni? decidiram adotar o silêncio sobre as investigações, ?para não atrapalhar as diligências?, conforme alegam. A decisão aconteceu a partir da divulgação, pela GAZETA, do nome do coronel PM da reserva Mário Sérgio Assunção como suposto envolvido no crime de extorsão mediante seqüestro praticado contra dois pernambucanos, no fim de junho. A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que os delegados só pretendem se pronunciar quando o inquérito estiver concluído, o que deve acontecer em dez dias. Qualquer informação só pode ser fornecida pelo diretor da Polícia Civil, Roberto Lisboa. Fontes da Secretaria de Defesa Social garantiram que o oficial acusado de participar do crime será ouvido na próxima semana. O delegado Cícero Lima não confirma se tratar do coronel Mário Sérgio, alegando que ?é precipitado, no momento?, informar o nome da pessoa apontada por Flávio Freire e Sávio Gomes Torres, num recente depoimento prestado em Pernambuco. Interrogatório Também está confirmado para a semana que vem o interrogatório do delegado Moisés Marcelo, que teria determinado que seus policiais prendessem os pernambucanos sem ordem judicial ou flagrante delito, ou seja, uma prisão ilegal. As vítimas passaram sete dias presas na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e na Fundação Jaudeni Coutinho, no Prado, de onde foram resgatadas numa operação da Polícia Civil. Jaudeni foi preso em flagrante no local, juntamente com o policial Nivaldo Acioli. Ambos foram postos em liberdade por ordem judicial. As investigações revelam que Jaudeni Coutinho comprou um trator a Flávio e Sávio por R$ 110 mil, mas a máquina era roubada. O vereador pediu ajuda aos policiais, que localizou os responsáveis pela venda, em Mangabeiras, e os recolheram à Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, onde Moisés Marcelo era delegado. Durante uma semana, uma pessoa que se identificou como Jaudeni Coutinho telefonou para a família de Flávio e Sávio, que são primos, exigindo que pagasse R$ 110 mil, dinheiro da máquina, e mais R$ 17 mil, uma espécie de propina para os policiais que participaram da prisão ilegal. A extorsão foi gravada, fato que possibilitou ao Ministério Público de Pernambuco pedir a ajuda da polícia alagoana para resgatar as vítimas e prender os acusados.

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