Polícia
Caso Jaudeni: testemunha viu o seq�estro em Mangabeiras
Uma testemunha ouvida pela comissão de delegados que apura o caso Jaudeni confirmou, na última quarta-feira, ter presenciado o momento em que dois supostos policiais renderam dois homens, na porta de uma drogaria, em Mangabeiras, e os forçaram a entrar num veículo. A testemunha disse que depois tomou conhecimento de que os seqüestrados eram os pernambucanos Flávio Freire e Sávio Gomes Torres. Declarou que ficou assustada com a forma agressiva da abordagem e, acreditando se tratar de um seqüestro, pediu apoio aos policiais da Operação Policial Litorânea (Oplit). Considerada peça fundamental nas investigações, capaz de identificar os autores do seqüestro, a testemunha não teve sua identidade revelada à imprensa, mas fontes da Secretaria de Defesa Social (SDS) informaram que o depoimento foi conclusivo para definir como tudo ocorreu. Agora os delegados terão condições de definir qual a participação dos policiais Nivaldo Acioli e José Cícero Cassiano. Flagrante Nivaldo Acioli era chefe do Setor de Operações da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) e foi preso em flagrante, junto com o vereador Jaudeni Coutinho (PSB), quando os dois pernambucanos foram resgatados do cativeiro. Acioli e Jaudeni foram presos numa fundação que leva o nome do vereador, localizada no bairro do Prado. O policial José Cícero, citado no flagrante como um dos envolvidos no caso, foi interrogado pela comissão de delegados e negou seu envolvimento nos crimes de seqüestro, extorsão e cárcere privado. O policial destacou que fez o transporte das vítimas atendendo a um pedido do colega Nivaldo Acioli. Além do vereador e dos dois policiais civis, o delegado Moisés Marcelo foi interrogado e indiciado em inquérito, na última terça-feira. ?O coronel PM reformado Mário Sérgio Assunção, sogro de Jaudeni, ainda não foi ouvido?, informou um policial engajado nas investigações. O vereador Jaudeni Coutinho, segundo o inquérito, comprou um trator a Flávio e Sávio por R$ 110 mil. Quando tomou conhecimento de que era produto de furto, quis o dinheiro de volta e contratou policiais para o ?serviço?. Os dois pernambucanos foram presos ilegalmente. Seus parentes, em Pernambuco, foram alvo de extorsão por parte de Jaudeni, que queria, além dos R$ 110 mil, um ?extra? de R$ 17 mil para os policiais. A polícia tomou conhecimento de que os pernambucanos estavam em cativeiro por intermédio do Ministério Público de Pernambuco.