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Per�cia examina balas que mataram Joaquim

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EDNELSON FEITOSA Quatro peritos do Instituto de Criminalística (IC) começaram, ontem, a examinar as balas retiradas do corpo e as cápsulas encontradas na casa do eletricista José Joaquim de Araújo Filho, executado a tiros de revólver e pistola 380 dentro de sua residência, no Vergel, em 1999. Os projéteis, que haviam sido dados como desaparecidos pela Justiça, foram encontrados num armário, no cartório da 1ª Vara Especial Criminal, usado para guardar as armas de processos em andamento. O diretor do Centro de Perícias Forenses, Ailton Villanova, recebeu o material e reconheceu como sendo as sete cápsulas (cartuchos) e quatro ogivas (projéteis ou balas) que o IC havia encaminhado ao delegado Arnaldo Soares de Carvalho, para que fossem enviadas à Justiça. ?Tivemos este material em mãos por quase dois meses?, revelou Villanova. Também o perito Rodolpho Pedroza, que participou da perícia realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, confirmou que as balas eram as do caso José Joaquim. Ontem mesmo, Pedroza iniciou os exames de comparação balística, capazes de identificar entre as 26 armas quais foram usadas para executar o eletricista. Dúvidas Havia dúvidas sobre se os projéteis achados no armário da 1ª Vara eram, de fato, os enviados pela polícia junto com o inquérito que apurou o crime de José Joaquim, principalmente pelo tempo que levou para serem localizados. As armas de serviço entregues pelos policiais suspeitos já estão no IC há quase três meses. O diretor Ailton Villanova declarou que o trabalho começou ontem, mas não tem data prevista para terminar. Ele apenas garantiu que será ?no menor prazo possível?. O diretor do IC, José Geraldo Barros, admitiu que o trabalho da perícia pode ?atrasar um pouco?. Ele alega que todos os equipamentos do instituto, inclusive o comparador balístico, estão sendo desmontados e transferidos do prédio da Secretaria de Defesa Social (SDS), no Farol, para o Centro de Perícias Forenses, removido esta semana para o prédio do antigo Hotel Beiriz, no Centro. As armas apreendidas com policiais suspeitos de participação no assassinato de José Joaquim haviam sido remetidas ao Instituto de Criminalística para realização de perícia, em maio. No entanto, os projéteis estavam sumidos ? fato que resultou em polêmica e troca de acusações entre membros da polícia e da Justiça. Havia suspeita de que as balas teriam sido roubadas.

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