Polícia
Per�cia atrasa conclus�o do Caso Jaudeni
A polícia está aguardando o laudo de degravação da fita cassete encaminhada pela família dos comerciantes pernambucanos Flávio Freire e Sávio Gomes Torres para apontar quem telefonou para a casa deles exigindo dinheiro pela liberdade de ambos. Flávio e Sávio foram seqüestrados e mantidos em cárcere privado na Fundação Jaudeni Coutinho, em junho. O depoimento do coronel da reserva da Polícia Militar Mário Sérgio Assunção, sogro do vereador Jaudeni Coutinho, preso em flagrante e acusado de planejar o crime, também depende do resultado desta perícia. O trabalho está sendo realizado por um perito da Polícia Federal (PF), atendendo solicitação da Polícia Civil do Estado. A fita que contém a extorsão foi gravada pela família de Flávio, por determinação do Ministério Público (MP) de Pernambuco. Segundo os delegados que apuram o caso, a pessoa que telefonou para a família de Flávio Freire identificou-se como sendo o próprio Jaudeni, e afirmou que Flávio e o primo estavam presos e somente seriam liberados mediante o pagamento de R$ 110 mil, como indenização pela venda de um trator roubado, além de R$ 17 mil de propina para os policiais que tinham praticado o seqüestro. No entanto, há suspeitas de que a voz na fita é do sogro do político. Assim, o coronel PM teria envolvimento direto no caso da extorsão e seria indiciado no inquérito. Jaudeni, vice-presidente da Câmara Municipal de Maceió, foi preso e autuado em flagrante pela Polícia Civil, junto com o policial Nivaldo Acioli, numa operação para resgatar os pernambucanos Flávio Freire e Sávio Gomes Torres, mantidos em cativeiro na Fundação Jaudeni Coutinho, no bairro do Prado. Jaudeni acabou libertado por ordem judicial. O delegado Moisés Marcelo foi indiciado em inquérito por ter determinado a prisão das vítimas. Os pernambucanos, que são primos e moram em Bom Conselho (PE), tinham sido seqüestrados seis dias antes da porta de uma farmácia, em Mangabeiras. Eles foram levados para a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, onde o vereador iniciou uma série de pressões e ameaças para que devolvessem R$ 110 mil que tinham recebido pela venda de um trator roubado a Jaudeni Coutinho.