Polícia
Jaudeni responder� por seq�estro e pode pegar 15 anos
EDNZELSON FEITOSA Segundo apurou a reportagem da GAZETA junto à cúpula da Polícia Civil, a comissão de delegados que investiga o Caso Jaudeni Coutinho (PSB) formada pelos delegados Maurício Henrique Duarte, Rubem Natário e Cícero Lima decidiu essa semana que o vereador (e vice-presidente da Câmara Municipal de Maceió) será acusado de extorsão mediante seqüestro (Art. 159 do Código Penal), crime hediondo que prevê pena de 8 a 15 anos de prisão. Por se tratar de crime hediondo, o pedido de prisão preventiva é requisito da lei, ou seja: os delegados serão obrigados a requerer também que o vereador responda pelo crime na cadeia. Jaudeni Coutinho é acusado de mandar seqüestrar dois comerciantes pernambucanos, Flávio Freire e Sávio Gomes Torres, para reaver R$ 110 mil que havia pago a eles pela compra de um trator roubado. Eles foram detidos em Mangabeiras, por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, sem mandado judicial e mantidos em cárcere privado por cerca de uma semana, no prédio da Fundação Jaudeni Coutinho, no Prado. A comissão definiu que o crime é de seqüestro e não de ?exercício arbitrário das próprias razões?, como a defesa tenta argumentar. Segundo os delegados, ?se não tivessem sido exigidos R$ 17 mil como pagamento de propina para a polícia o crime seria menor e a pena prevista seria de 15 dias a um ano de detenção?. O delegado Cícero Lima, que preside a comissão, disse que manterá sigilo quanto aos nomes dos atingidos pelo pedido de prisão preventiva. Segundo ele, o que está atrasando a conclusão das investigações é o resultado da degravação da fita, um trabalho de perícia técnica que está sendo realizado pela Polícia Federal (PF). Sogro de Jaudeni É a degravação da fita que vai revelar qual o grau de participação do sogro de Jaudeni, o coronel da reserva da PM Mário Sérgio Assunção. Além do vereador e de dois policiais civis, o delegado Moisés Marcelo foi interrogado e indiciado em inquérito. O coronel PM Mário Sérgio Assunção é o único suspeito que ainda não foi ouvido, informou um membro da Polícia Civil engajado nas investigações. O vereador Jaudeni Coutinho, segundo o inquérito, comprou um trator a Flávio Freire e Sávio Gomes Torres por R$ 110 mil. Quando tomou conhecimento de que era produto de furto, decidiu pedir apoio à polícia. Só que os dois pernambucanos foram presos ilegalmente e seus parentes alvo de extorsão por parte de Jaudeni, que queria o dinheiro de volta e mais R$ 17 mil para os policiais. A polícia tomou conhecimento de que os pernambucanos estavam em cativeiro por meio de fita gravada por determinação do Ministério Público (MP) de Pernambuco.