Polícia
Jovens de classe m�dia s�o presos por assalto
EDNELSON FEITOSA Dois jovens de classe média foram presos na última quarta-feira. Isaac Loyola Caju Agra, 19, e Felipe Emanoel Costa Galvão, 23, ambos residentes no Loteamento Stella Maris, na Jatiúca, foram autuados em flagrante pelo delegado de Roubos e Furtos, Cícero Lima, acusados da prática de dois assaltos, ocorridos na Jatiúca. Eles foram presos quando se encontraram no veículo Fiesta, placa MUV 7491, pertencente à locadora do pai de Isaac, logo após atacarem duas professoras e roubarem suas bolsas, num intervalo de 30 minutos. ?Eles paravam o carro e arrancavam a bolsa das vítimas?, informou o chefe do Setor de Operações da DRF, policial Ildefonso. As professoras Adriana Sátiro Correia e Andréa Marta Maranhão Araújo compareceram à Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (Ciapc III), onde o delegado Lima estava de plantão, e fizeram o reconhecimento dos acusados. Uma delas revelou que na bolsa havia R$ 80,00. Quando foi preso, Felipe tinha idêntica quantia no bolso. Durante o interrogatório, os jovens não negaram a prática do crime, apesar de garantirem ser primários, ou seja, terem roubado pela primeira vez. ?Infelizmente, me dei mal e estou preso?, lamentou Felipe. As queixas de Isaac eram outras. Falou de problemas familiares, da separação dos pais e de outras questões de sua família. Drogas Felipe, que confessou ter se envolvido com drogas na adolescência, declarou à polícia que está ?desesperado?. Seu pai tem câncer em estado terminal. Ficou emocionado quando falou no assunto, dizendo que estava prestes a perder o pai e a liberdade. Com desdém, declarou: ?É a vida?. Eles garantiram que o episódio da noite de quarta-feira nada tem a ver com drogas. ?Não fumo mais, faz tempo?, declarou Felipe. Isaac garantiu que a única droga que consome é bebida alcoólica. Isaac e Felipe foram recolhidos à carceragem da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF)). Por terem sido presos em flagrante, devem ser transferidos para o presídio Cirydião Durval, no Tabuleiro do Martins, onde aguardarão julgamento, caso a Justiça não lhes conceda habeas-corpus.