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Nº 5717
Polícia

Den�ncias de presos derrubam diretor

O diretor do Baldomero Cavalcanti, Herberth César, foi demitido, ontem, logo após a rebelião dos presos da ala de castigo. Os detentos fizeram uma série de denúncias contra ele ao secretário de Justiça e Cidadania, Tutmés Airan, e exigiram sua saída do ca

Por | Edição do dia 18/04/2002 - Matéria atualizada em 18/04/2002 às 00h00

O diretor do Baldomero Cavalcanti, Herberth César, foi demitido, ontem, logo após a rebelião dos presos da ala de castigo. Os detentos fizeram uma série de denúncias contra ele ao secretário de Justiça e Cidadania, Tutmés Airan, e exigiram sua saída do cargo. Segundo o detento “Val Tatuagem”, um dos líderes da rebelião, Herberth César estava acostumado a chegar bêbado ao presídio e entrar nos módulos armados de pistola, o que é proibido, para espancar os presos. “Estamos sendo tratados como animais, pois estamos aqui sem termos praticado qualquer indisciplina”, declarou ele, que acusou o então diretor de envolvimento numa trama que possibilitou a fuga do seqüestrador Osélio Oliveira. “Val Tatuagem” acrescentou que Herberth César colocou o detento José Djaelson na ala sabendo que ele seria assassinado, por se tratar de um “dedo-duro”. “Era para matar e nós matamos”, concluiu ele. O detento “Tonho Preto” afirmou que os presos da ala não têm direito de receber visitas ou mesmo falar com suas famílias. “Minha mulher foi barrada, quando já estava aqui na porta”, completou ele, reclamando da perseguição que alguns colegas estão sofrendo. O secretário Tutmés Airan determinou que o coronel Erivan de Lima Santos, do Departamento de Sistema Penitenciário, assumisse o cargo de diretor do Baldomero Cavalcanti, de forma interina, enquanto define um substituto para Herberth César. O capitão Paranhos deve ser convidado. Herberth César declarou que as denúncias são improcedentes e que estava, tão-somente, aplicando o regulamento.

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