Polícia
Pol�cia prende acusado de seq�estro rel�mpago
EDNELSON FEITOSA Um homem preso em Mangabeiras foi reconhecido por seis vítimas de seqüestros relâmpago e assaltos em Maceió. O ambulante Hernandes da Silva Pereira, 19, foi preso por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), acusado de envolvimento na prática de seqüestro relâmpago, na orla da capital. Segundo a polícia, ele estava nas imediações de uma cooperativa que recebe pagamentos de planos de saúde e concede empréstimos para médicos, localizada na Avenida João Davino, naquele bairro, quando foi reconhecido por uma vítima, que não quis ter seu nome revelado. Ao reconhecer o acusado, ela telefonou para a DRF e pediu a presença da polícia no local, pois suspeitava que ele estava preparando um novo ataque. ?Quando os policiais chegaram, ele tentou fugir, mas acabou preso?, declarou o delegado Cícero Lima, acrescentando que o ambulante estava armado com um revólver Taurus, calibre 38, sendo autuado em flagrante na delegacia especializada. Arrastão Os policiais apreenderam também um telefone celular que Hernandes havia tomado num ?arrastão? realizado, dias atrás, por um grupo de assaltantes numa churrascaria, também em Mangabeiras. Todas as pessoas que estavam assistindo a uma partida de futebol no estabelecimento foram rendidas e roubadas pelos assaltantes. Outras vítimas Além da senhora que reconheceu o ambulante na porta da cooperativa, outras seis pessoas compareceram à Delegacia de Roubos e Furtos e afirmaram ter sido vítimas de Hernandes da Silva Pereira. A maioria foi forçada a acompanhar o ambulante e seus cúmplices para efetuar saques em caixas eletrônicos da orla marítima de Maceió. Caixa eletrônico ?Eu estava indo buscar as crianças no colégio quando ele me abordou e forçou a retirar dinheiro em caixas eletrônicos. Em seguida, fui liberada e meu carro apareceu no Jacintinho?, relatou uma das vítimas, dizendo-se assustada, porque o acusado costuma agir com outros dois delinqüentes em áreas de classe média da cidade. No interrogatório o acusado afirmou que comprou a arma há dois meses, por causa de ameaças. Negou ter cúmplices e que tenha praticado seqüestros relâmpago e assaltos. No entanto, os policiais da DRF declararam que ele era procurado pela polícia.