Polícia
Per�cia divulga retrato falado
O Instituto de Criminalística (IC) fez, ontem, com base no relato do pai das três crianças desaparecidas, Mário Ferreira dos Santos, o retrato falado dos três irmãos que sumiram na mata da Usina Cachoeira do Meirim, em julho. A delegada Ana Luíza Nogueira informou que a divulgação da imagem de Alexandro, Alexandra e Carla dos Anjos Santos, através da imprensa, pode levar a polícia às vítimas, caso estejam vivas. A delegada Ana Luíza revelou que o inquérito aberto apura o sumiço das crianças, pois não há indícios concretos de que estejam mortas. ?Sem a prova material do crime, o que podemos apurar é o desaparecimento?, garantiu. Recorrer ao retrato falado para tentar localizar as crianças foi uma maneira encontrada pela delegada, já que os filhos do casal não tinham registros, tampouco fotografias. Mário Ferreira mal conseguia dinheiro para alimentar sua família. A delegada já ouviu dez pessoas a respeito do fato, inclusive testemunhas que viram a mãe das crianças, Maria Aparecida dos Anjos da Silva, 26, caminhando por uma estrada vicinal na direção da Usina Cachoeira do Meirim. Também foram ouvidas testemunhas que encontraram Maria Aparecida ferida, vagando pela região sem os filhos. Para a delegada, tudo leva a crer que seja real uma parte da história contada pela mãe quando foi encontrada. Por exemplo: que saiu com os filhos, dormiu na mata e eles sumiram. Como desapareceram é o que a polícia está tentando saber. Internada Maria Aparecida não se recuperou do trauma e continuava, ontem, internada no Hospital Portugal Ramalho, para onde foi encaminhada desde que foi encontrada sem as crianças. Ela saiu do hospital três vezes, em pouco mais de trinta dias. Duas foram para ajudar as equipes do Corpo de Bombeiros a tentar encontrar o local em que dormiu com as crianças, e uma terceira para prestar depoimento na Delegacia dos Crimes Contra Crianças. A delegada Ana Luíza Nogueira foi alertada pelos médicos para o fato de que Maria Aparecida não tem condições de discernimento, ou seja, suas declarações à polícia não têm valor jurídico.