Polícia
Jovens s�o mortos e enterrados em canavial
EDNELSON FEITOSA Membros de uma quadrilha envolvida em roubos e tráfico de maconha em Atalaia, a 53km de Maceió, confessaram ter assassinado e enterrado dois jovens, ambos usuários de drogas, num canavial localizado próximo ao centro da cidade. Os corpos, já em decomposição, foram desenterrados na última segunda-feira e removidos para o Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima, onde foram necropsiados e liberados para sepultamento. O desaparecimento de Luciano Ferreira dos Santos, ocorrido há 11 dias, levou a polícia local a identificar e prender quatro integrantes do grupo, inclusive o líder, identificado como José Dilson de Melo. Segundo o delegado José Aílton Cavalcante de Almeida, uma testemunha viu a vítima em companhia do acusado. ?Como Luciano não retornou para casa, Dilson tornou-se o principal suspeito do sumiço do rapaz?, disse o delegado. Confissão José Dilson de Melo foi preso no último fim de semana. Ele foi interrogado por quase duas horas, mas alegou não saber do paradeiro de Luciano. Três suspeitos de integrar a quadrilha de Dilson, identificados como José Adriano da Silva, o ?Hominho?, José Luiz Nazário dos Santos, o ?Luizinho?, e José Luciano de Jesus, o ?Lu?, também foram presos pelos policiais de Atalaia. No interrogatório, eles confessaram ter participado do assassinato de Luciano, mas alegaram desconhecer onde estava o cadáver. Dilson foi reinterrogado e, diante das evidências levantadas pela polícia, não teve como negar ter sido um dos autores do homicídio. E acabou revelando onde o corpo havia sido enterrado. Outro crime Os policiais voltaram a ouvir os três cúmplices de Dilson, descobrindo que ele tinha envolvimento em outro assassinato: o de Valdeir dos Santos, conhecido como ?Piau?, ocorrido há dois meses. Novamente interrogaram o líder do bando e ele acabou declarando que estava sendo incriminado em tráfico de maconha pela vítima, que já havia sido presa por vender drogas na cidade. O delegado de Atalaia investiga agora a participação da ?galera? na morte de uma terceira pessoa, o estudante Rodrigo José Bernardes, crime ocorrido em janeiro. O delegado acredita que o grupo participou do crime. ?Não tenho ainda o número exato de crimes que eles cometeram, mas creio que não foram só três?, disse.