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Adalberon deixa pres�dio e dep�e em Satuba

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EDNELSON FEITOSA O prefeito afastado de Satuba, Adalberon de Moraes, foi interrogado, ontem, no Fórum de Satuba pelo juiz-substituto Manoel Tenório de Oliveira, no processo que apura o assassinato do professor Paulo Bandeira. Principal suspeito do caso ? é acusado de mandante do crime ?, Adalberon voltou a negar à Justiça ter mandado matar Paulo Bandeira e disse estar de ?consciência limpa?. O prefeito, que se encontra recolhido ao presídio Cirydião Durval, no Tabuleiro, pois tem prisão preventiva decretada pela Justiça, chegou ao Fórum de Satuba sem algemas, escoltado por policiais do Tigre, o grupo de operações especiais da Polícia Civil, na companhia do advogado José Costa, também político. O acusado declarou à imprensa que ?não mudaria em nada? seu depoimento anterior, em que alegou ?não ter motivos? para mandar assassinar o professor, e se disse ?vítima de perseguições políticas?. Por ser prefeito, Adalberon responde a processo em separado dos demais acusados. No entanto, o privilégio das investigações serem conduzidas em instância superior acabou no início do ano, quando o Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas, responsável pela primeira fase da instrução, encaminhou os autos para que fossem concluídos na comarca local. O promotor de Justiça Givaldo Lessa afirmou que o processo segue normalmente, mas não há previsão de quando os acusados serão submetidos a julgamento. Além de Adalberon, foram acusados de envolvimento no homicídio o assessor dele, Marcelo dos Santos, e os seguranças Geraldo Augusto e Ananias Lima. O homicídio O professor Paulo Henrique Bandeira Costa foi encontrado carbonizado, acorrentado ao volante de seu veículo Gol, placas MUO 7763-AL, numa estrada vicinal da Fazenda Primavera, em Satuba, distante 21 quilômetros de Maceió, no dia 4 de junho de 2003. Segundo os parentes, ele foi seqüestrado, logo após receber uma ligação na Escola Professora Josefa Silva Costa, em Satuba, onde trabalhava. No telefonema, alguém solicitava sua presença no prédio-sede da Prefeitura de Satuba. Depois disso, desapareceu e só voltou a ser visto carbonizado em seu carro. A família de Paulo Bandeira revelou que o professor vinha sofrendo ameaças desde que fez uma série de denúncias de irregularidades na aplicação dos recursos do Fundo de De-senvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef) por parte da prefeitura do município. ?Mas ninguém imaginava que o caso chegasse tão longe?, explicou um primo de Paulo Bandeira, revoltado com a forma cruel e covarde do crime. Os matadores do professor usaram uma corrente para amarrar seus braços e suas pernas e prender o corpo ao volante do carro. Depois, atearam fogo, provavelmente com o professor ainda vivo.

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