Polícia
Homem espanca mulher, ateia fogo a barraco e � assassinado
A dona de casa Rosilene Gomes da Silva, 28, estava inconformada com o assassinato do companheiro José Alexandre da Silva, 18, com quem tinha um relacionamento há um ano e dois meses. Confirmou que ele era assaltante, tinha lhe aplicado uma surra no último fim de semana, e ontem havia ateado fogo ao barraco onde moravam. ?Mesmo assim, ele não merecia morrer?, ponderou. Rosilene afirmou ser do tipo que tenta consertar as pessoas; apesar de admitir não se tratar de uma tarefa fácil. ?Eu sabia que ele era bandido, tinha passagem pela polícia e que roubava aqui na favela, o que desagradava muita gente, inclusive os vizinhos?, relatou a doméstica. Segundo ela, desde que teve o revólver tomado pela polícia, Alexandre passou a assaltar com uma barra de ferro e não hesitava em agredir, caso a vítima tentasse reagir. Viciado Ela garantiu que o companheiro ?não era má pessoa?. Fazia aquilo porque era viciado em maconha. ?Não conseguia viver sem fumar a droga. ?Por isso assaltava, era para sustentar o danado do vício?, completou. José Alexandre foi assassinado com seis tiros de revólver calibre 38, três dos quais na cabeça, por volta de 1 hora da madrugada de ontem, num trecho da favela do Eustáquio Gomes, no Tabuleiro. Policiais do 10º Distrito declararam que não existem suspeitos, pois a vítima tinha dezenas de inimigos, principalmente entre viciados e traficantes. O delegado Dalmo Pacheco vai investigar o caso. Dona Maria do Amparo da Silva foi ver de perto o corpo de Alexandre e deixou o local afirmando que agora vai poder dormir tranqüila. ?Será um alívio para nós. Ele era um perigo. Não respeitava a vizinhança e era capaz de matar por alguns trocados?, completou ela. O cadáver foi retirado do local por volta das 9 horas e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima para necropsia. (EF)