Polícia
Descoberta boca-de-fumo no Cirydi�o Durval
EDNELSON FEITOSA Agentes penitenciários do presídio Cirydião Durval descobriram uma ?boca de fumo? na cela de número 5 do Módulo Especial, onde ficam os presos de melhor comportamento. No local, foram apreendidas 94 ?bombinhas? e um tablete de maconha, que estavam escondidos no ralo do banheiro. A revista dos módulos foi determinada pelo diretor do presídio, João Marcos Santos da Silva, que assumiu o cargo na última sexta-feira. O agente penitenciário José Cristóvão da Silva, 31, revelou à polícia que o detento Laelson Malaquias da Silva, condenado a 10 anos e seis meses de prisão por assalto à mão armada, confessou que repassava a maconha para os usuários que se encontram recolhidos nos vários módulos do Cirydião Durval. O servidor da Secretaria de Ressocialização informou, inclusive, que Malaquias é reincidente na venda de droga dentro da cadeia. Revista A revista aconteceu às 21h30 da segunda-feira, quando os detentos já estavam recolhidos às celas e todos os módulos estavam fechados. O diretor do presídio, João Marcos, não informou se ocorreram flagrantes de armas brancas ? espetos, facas e facões ? ou outros tipos de droga. Em maio último, os guardas apreenderam cachaça dentro de um dos módulos do Cirydião Durval. O detento Laelson Malaquias da Silva foi conduzido à presença do delegado Cícero Rocha, de plantão na Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (Ciapc II), no Tabuleiro do Martins. O delegado considerou grande a quantidade de maconha apreendida, o que, segundo ele, descaracterizou a hipótese de simples consumo, e decidiu autuar o preso em flagrante por tráfico de droga (Artigo 12, Lei 6.368/76). Questionado pelo delegado como a droga entrou no presídio, Laelson declarou que não tem conhecimento. Ele disse que a maconha havia sido jogada dentro de sua cela por outro detento, cuja identidade não revelou. ?Eu guardei, e decidi vender?, disse. Cada ?bombinha? era vendida por R$ 1,00. Após a autuação em flagrante, o diretor do Cirydião Durval determinou que Laelson Malaquias da Silva fosse colocado em cela de isolamento, uma espécie de castigo pelo crime que vinha cometendo dentro da penitenciária. O novo diretor do presídio Cirydião Durval, João Marcos Santos, assumiu a direção da penitenciária na última sexta-feira com o desafio de evitar as constantes tentativas de fugas que vêm sendo registradas por parte dos detentos, além do combate às drogas na casa de detenção.