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Delegado volta a interrogar Walter Jr.

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O delegado do 2º Distrito, Dalmo Lima, voltou a ouvir, na manhã de ontem, o filho do dono da Macarronada Eureka, localizada em Jaraguá. Walter Júnior foi intimado pela polícia menos de 24 horas após prestar o primeiro depoimento, quando confirmou que tinha desavenças com o pai, o comerciante Walter Castro Reis, o Vavá, e com a companheira dele, Cenira Maria Bezerra Lessa. Walter Jr. fez exame residuográfico, para constatar se havia pólvora em suas mãos. A polícia teve pressa em ouvir Walter Jr. porque houve contradições no depoimento da família de Vavá em comparação com declarações de seis funcionários do restaurante, ouvidos em depoimento na tarde da última quarta-feira. ?Foi uma forma de evitar mudanças nas primeiras informações fornecidas por Walter Júnior?, disse o chefe de Operações do 2º Distrito, Roberto Carneiro. Na manhã de ontem, o delegado Dalmo Lima ouviu o depoimento de um garçom do Eureka, Marcone Ferreira, considerado funcionário de inteira confiança de Vavá. O teor do depoimento não foi informado à imprensa. Também foi ouvido ontem o vigia Edvaldo dos Santos, que estava trabalhando próximo à casa de Vavá e Cenira, onde o casal foi morto. ?Procuramos confirmar a cor da moto e se os pistoleiros foram vistos parados, sem capacete, perto da casa?, disse Roberto Carneiro. As informações preliminares de testemunhas dão conta de que era uma moto pequena e vermelha. No entanto, a polícia apreendeu uma Honda CB-400, preta, abandonada a menos de 500 metros do local do crime. A irmã de Cenira, Celita Lessa, foi intimada pelo delegado a prestar depoimento ontem, mas não compareceu no horário marcado. O delegado confirmou suas suspeitas de que questões familiares estão por trás do duplo homicídio. Havia sérias desavenças entre Vavá e sua família, por causa da transferência da Eureka para Cenira, que havia quitado dívidas de Vavá e assumido a administração do restaurante. A polícia confirmou que Vavá teve um ?problema? com um cliente, há cerca de um ano. Ontem, o cliente, Francisco de Assis Correia de Azevedo, apontado pela família de Vavá, compareceu à Delegacia do 2º Distrito para depor. Ele disse que o desentendimento não teve relação com o restaurante, mas sim com o CRB. Azevedo contou que, como Vavá era torcedor do CRB, associado à Confraria do Galo, eles discutiram após um jogo de futebol. ?Não passou de uma briga de torcedores?, disse.

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