Polícia
Eles se entregaram espontaneamente
O pedido de revogação da prisão preventiva dos acusados de espancar o estudante Klébson Silva foi feito pela defesa no fim de agosto, mas somente agora o Ministério Público (MP) deu parecer. O promotor Marcus Mousinho concordou com o pedido feito pela defesa alegando, entre outras razões, que o crime não resultou em morte e foi ?de médio potencial ofensivo?. ?Eles possuem residência fixa e se entregaram espontaneamente?, acrescentou o representante do Ministério Público. No pedido encaminhado à Justiça em 26 de agosto, o advogado de defesa, Givan de Lisboa, fez uma série de alegações para reforçá-lo. São argumentos previstos em lei que a defesa levanta em favor dos clientes. ?Eles são primários, têm emprego certo e profissão definida e, além disso, têm o compromisso de permanecer no distrito da culpa, e o delito de que são acusados foi de natureza leve?, relacionou o advogado. Os agressores de Klébson Silva passaram cerca de duas semanas foragidos depois que tiveram a prisão decretada pela Justiça. Antes de se apresentarem, o advogado encaminhou ofício ao juiz do caso, José Braga Neto, pedindo que, caso o grupo fosse preso no trajeto entre o esconderijo e a Delegacia do 2º Distrito, local definido inicialmente como o de apresentação, isso não fosse considerado como prisão, para efeito legal. O advogado dos acusados pedia que a Justiça considerasse essa prisão como uma apresentação espontânea. É que, como um dos crimes de que são acusados, o de tentativa de homicídio é passível de ser levado a júri popular, a apresentação funciona como atenuante (em favor dos réus), enquanto a prisão se configura como agravante. A defesa também considerou ?totalmente favorável? o resultado dos primeiros depoimentos prestados ontem. O advogado chegou a dizer que os depoimentos das testemunhas relacionadas pela acusação ?colaboraram com a defesa? e até afastaram ainda mais o motivo de indiciamento pelo crime de que estão sendo acusados: o de tentativa de homicídio. (FF)