Polícia
MP acata pedido de defesa e pitboys podem ser soltos
FELIPE FARIAS O promotor Marcus Aurélio Gomes Mousinho deu, esta semana, parecer favorável ao pedido de revogação da prisão de três lutadores de jiu-jítsu acusados de espancar um rapaz na casa de shows Uau, em Jaraguá. O pedido a favor dos pitboys foi feito pelo advogado de Charles Alexandre França, o Charlão, Leandro Albuquerque Ferro, o Leleco, e Paulo Henrique Gouveia, acusados de agredir o estudante Klébson Silva de Almeida. O parecer, segundo o representante do Ministério Público Estadual (MPE), foi baseado no fato de que o crime cometido pelos agressores foi ?de médio potencial ofensivo e não resultou em morte?. O juiz do caso, José Braga Neto, tem agora prazo de três dias para proferir sua decisão. Ontem, a Justiça tomou o depoimento das pessoas relacionadas como testemunhas da defesa e da acusação, parte da instrução criminal que corre na 3a Vara Criminal Especial de Maceió. Foram relacionadas oito pessoas como testemunhas da acusação e dezessete como testemunhas da defesa. Segundo o advogado Givan de Lisboa Soares, que atua na defesa dos acusados, entre os relacionados estava o sócio da casa de espetáculos onde se deu o espancamento, identificado como Feitosa, e o médico Tadeu Gusmão Muritiba, que atendeu Klébson e lhe deu atestado médico de quinze dias. ?Para nós, esse período de recuperação caracteriza que a lesão foi de natureza leve?, disse o advogado. O depoimento das vítimas durou mais de duas horas. Klébson Silva e um amigo dele, Expedito Moreira da Silva Júnior, que estava com Klébson na casa de shows e também foi agredido, chegaram a 3a Vara, onde prestaram depoimento, por um acesso lateral do Fórum do Barro Duro, para fugir da imprensa. Os dois usaram capuzes ao chegar e sair do Fórum, para não terem sua imagem revelada, e não quiseram prestar declarações. A enfermeira Marta Almeida, mãe de Klébson, foi ouvida logo depois e também não quis falar à imprensa. Eles pediram para depor ao juiz Braga Neto sem a presença dos acusados, Charlão, Leleco e Paulo Henrique Gouveia, que aguardaram no setor de custódia do Fórum. O promotor Marcus Mousinho não acompanhou os depoimentos, nos quais o representante do Ministério Público foi Eduardo Tavares Mendes. O advogado de defesa, Givan de Lisboa, considerou que os primeiros depoimentos foram ?totalmente favoráveis? aos acusados. Mousinho justificou ter concordado com a revogação da prisão dos agressores, entre outros motivos, porque eles se entregaram espontaneamente.