Polícia
Policial acusado de pistolagem � executado
EDNELSON FEITOSA O policial civil José Carlos de Oliveira, 52, o ?Navalhada?, foi executado com 16 tiros de pistola calibre 380, quando entrava em seu Palio, placa KLB 2504/PE. Dois homens fizeram os disparos e fugiram numa motocicleta. O homicídio aconteceu na noite da última quinta-feira, na Rua Tancredo Neves, no Village Campestre, no Tabuleiro. ?Navalhada? havia sido afastado de suas funções na Delegacia de Roubos e Furtos, em agosto passado, após ser acusado de crimes de pistolagem. O diretor-geral da Polícia Civil, delegado Roberto Lisboa, informou ontem que o policial José Carlos passou a assinar o ponto em seu gabinete, após ter sido reconhecido como autor de uma série de homicídios ocorridos no Tabuleiro e em Rio Largo. ?Toda semana nós recebíamos informações do envolvimento desse policial em assassinatos, inclusive em crimes encomendados?, declarou o diretor. Folha corrida O policial José Carlos de Oliveira tem uma extensa ficha criminal. Entre 1985 e 2002, ele foi processado oito vezes pela Justiça. Foram seis casos de lesão corporal grave e dois de homicídio, todos ocorridos em Maceió. Nos últimos dois anos, o problema se agravou, pois as acusações eram de envolvimento em pistolagem ? execuções por encomenda, mediante pagamento. O delegado de Rio Largo, Marcílio Barenco, informou ter solicitado a prisão preventiva de ?Navalhada? à Justiça, em agosto, porque ele foi reconhecido por várias testemunhas como sendo o autor do atentado e morte do militar Admilson do Carmo Elias Peixoto, o ?Cabo Mir?. ?Navalhada? foi denunciado pelo Ministério Público (MP) e estava com interrogatório marcado para a próxima semana. Crime de aluguel No entender do delegado, o assassinato do cabo Admilson foi um crime de aluguel, pois o militar era agiota e costumava ser ?incisivo? quando cobrava dívidas. O ?cabo Mir? foi morto dentro de uma Van de sua propriedade, num trecho da rodovia BR-104, em Rio Largo. Outro crime atribuído a ?Navalhada? é a morte do protético Reinaldo Rafael de Albuquerque Ferreira, 55, irmão de um policial, identificado como César. Reinaldo foi morto na garagem de sua residência, no Graciliano Ramos, no Tabuleiro do Martins, no último mês de março. O atentado deixou feridos José Juarez da Silva, 31, e Nivaldo Pereira Omena, 57. O grupo jogava cartas, quando os criminosos chegaram e abriram fogo. Segundo as investigações feitas por policiais da Delegacia do 10º Distrito, o protético foi assassinado para não deixar testemunhas contra ?Navalhada? e seu grupo, no inquérito sobre a morte de um soldado da Polícia Militar, ocorrida no início do ano, também no Graciliano Ramos.