Polícia
Instituto de Identifica��o reabre ap�s 30 dias e popula��o faz fila
FÁBIA ASSUMPÇÃO A direção do Instituto de Identificação estima que serão necessários pelo menos 20 dias para normalizar o atendimento no órgão, que ficou parado 30 dias úteis para reforma na rede elétrica do prédio. Neste período, cerca de duas mil pessoas deixaram de ser atendidas. Ontem pela manhã, primeiro dia de reabertura do instituto, quem tinha urgência em tirar o documento de identidade teve de chegar de madrugada e enfrentar uma longa fila. Os postos do instituto no JÁ Mangabeiras, Farol, Centro e no interior também voltaram a funcionar ontem. Só que nos JÁ o atendimento é limitado a 40 fichas por dia. Segundo o diretor do Instituto de Identificação, Niplon Santos, não haverá mudanças no horário de atendimento externo, que permanece das 8 às 14 horas. O número de fichas distribuídas diariamente também será mantido em 100, com mais 20 para casos especiais, como mulheres grávidas, idosos ou doentes. O único esquema especial será em relação ao funcionamento interno, que começa a partir das 14 horas. Os funcionários foram divididos em três turmas: das 14 às 18 horas; das 18 às 23 horas e das 23 às 6 horas. Quem tira a 1ª via da carteira de identidade recebe o documento em cinco dias; e a 2ª via - que exige uma pesquisa no cadastro do instituto que ainda não está completamente informatizado ? o prazo é de, no máximo, 15 dias. Hoje, o banco de dados do Instituto de Identificação reúne 4,8 milhões de fichas. O risco de perder esse banco, por causa de incêndio, foi um dos fatores que levaram à reforma da rede elétrica do prédio, que não tinha suporte suficiente para o novo sistema de informatização. Reclamações Apesar da melhora na estrutura do prédio do instituto, não faltaram reclamações no primeiro dia de reabertura do órgão. A dona de casa Maria de Lourdes da Silva foi tirar a carteira de identidade do filho, que é portador de deficiência física e precisa do documento para ter direito ao benefício do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). ?A gente teve de esperar um mês para tirar a carteira e agora vai esperar ainda mais um mês para ter o documento na mão?, reclamava. Maria Luciane Santos também tinha pressa em tirar a primeira via da identidade para obter o CPF. ?Sem o CPF não posso receber o dinheiro para a minha filha?. Morando em Marechal Deodoro, ela chegou ao instituto às 6h30 e pegou a ficha de número 100. Por volta das 9 horas, apenas 16 pessoas tinham sido atendidas.