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Pol�cia apura a��o de gangue mineira em crimes

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EDNELSON FEITOSA A Polícia Civil investiga uma suposta ?invasão? de grupos de criminosos oriundo de Minas Gerais em Maceió, ligados a uma rede de narcotráfico e assaltos em Belo Horizonte. Pelo menos mais um grupo de suspeitos que migrou de Minas Gerais para Alagoas foi descoberto pelas autoridades policiais esta semana, fato que preocupa a cúpula da Segurança Pública no Estado. Segundo os policiais, os criminosos costumam se hospedar em imóveis de bairros ?nobres? da capital. A presença de mineiros envolvidos em crimes na capital alagoana foi descoberta a partir do atentado na boate Arena, onde um rapaz de 19 anos foi assassinado e outras seis pessoas saíram feridas. O ataque teria sido liderado pelo narcotraficante Joseney César da Silva, que responde a quase uma dezena de processos em Minas Gerais, inclusive com prisão preventiva decretada por tráfico e roubo de veículos. Nas investigações realizadas pelo delegado Dalmo Lopes para identificar e prender os atiradores da boate Arena, a polícia chegou ao mineiro Robson Menezes Silva, que chegou a Maceió há quase cinco meses. Ele é acusado de emprestar um veículo Vectra, verde, placa de Sergipe, para Joseney e dois cúmplices: Ronaldo Souza e um adolescente de 17 anos. Guerra do tráfico Robson estava hospedado na residência de uma amiga, identificada como Iraci Soares Pereira, 44, que mora com a filha, Terla Soares Pereira, 26, ambas mineiras, que declararam ao delegado Dalmo Lopes ter fugido de Belo Horizonte para Maceió por causa de ?guerra? entre traficantes ? que teria resultado na morte do marido e do filho de Iraci. Assalto à Caixa Ao aprofundar as investigações sobre Iraci e Terla, a polícia descobriu que elas estavam morando, desde dezembro passado, numa casa localizada no conjunto Graciliano Ramos. A polícia agora suspeita que a casa tenha servido de abrigo, em maio passado, aos assaltantes do Penhor da Caixa, no Centro, que levaram mais de R$ 1 milhão em jóias. O delegado Dalmo Lopes, que já comunicou o fato à Polícia Federal, encarregada de apurar roubos à Caixa, havia sido informado de que Robson havia contado à namorada, de nome Edleuza, que comprou o Vectra por R$ 16 mil, resultado da venda de jóias, e que tinha mais R$ 900 mil para gastar em Maceió.

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