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Morte de banc�rio: policial e vi�va caem em contradi��o

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EDNELSON FEITOSA O delegado do 2º Distrito, Dalmo Lima, encontrou contradições nos depoimentos do policial civil Aquino Correia Japiassu e da viúva Elieide Rodrigues dos Santos. Eles são acusados de planejar o assassinato do bancário Jario Pereira dos Santos, marido de Elieide, ocorrido no mês de junho, no apartamento da vítima, localizado no Loteamento Stella Maris, na Jatiúca. O interrogatório do policial aconteceu na base do Tigre, o grupo de operações especiais da Polícia Civil, onde ele se encontra preso, por determinação do juiz Daniel Accyoli. O delegado revelou que Aquino confirmou ter conhecido Elieide, em novembro, quando recebeu uma visita dela na faculdade. Na oportunidade, ela lhe pediu informações sobre questões jurídicas. O policial, que é aluno do curso de Direito no Cesmac, negou-se a admitir que tratou de assunto relacionado a divórcio. Declarou também que ela falou de sua vida conjugal. Mesmo negando que é amante dela, Aquino confessou que esteve em seu apartamento, provavelmente no mês de maio. Inclusive, que conversava com Elieide na sala quando a filha dela, identificada como Juliana, de 18 anos, chegou em casa. O policial garantiu ter sido um encontro casual, pois vinha pela rua e ela estava na calçada do prédio. ?Nós conversamos e ela me convidou para entrar?, garantiu ele. Não sei quem é Após interrogar o policial, o delegado Dalmo Lima dirigiu-se para a Delegacia de Menores, onde Elieide Rodrigues está presa. Ela também teve sua prisão temporária decretada pela Justiça. ?Nas primeiras respostas surgiram as contradições?, alegou ele. Elieide assegurou que jamais esteve com Aquino, pois não o conhece. ?Não sei quem é esta pessoa de quem vocês estão falando?, disse, acrescentando que o policial nunca se encontrou com ela. As declarações vão de encontro inclusive aos depoimentos de testemunhas, segundo os quais, os acusados foram vistos juntos na praia da Jatiúca. ?Nunca estive com esse rapaz na praia da Jatiúca. Isso é uma calúnia. Não tinha um relacionamento com ele, nem com ninguém?, afirmou ela. O delegado Dalmo Lima informou que Elieide voltou a negar sua participação na trama que resultou na morte do marido. No entanto, admitiu não ter a quem atribuir o homicídio. No primeiro interrogatório, Elieide declarou à polícia que seu marido foi assassinado porque era agiota, ou seja, costumava emprestar dinheiro a juros. Afirmou ter ouvido uma discussão entre a vítima e o autor do homicídio, tendo como motivo provável uma dívida. Seguro O delegado do 2º Distrito afirmou que, desde o início das investigações, não existiam dúvidas quanto ao envolvimento de Elieide Rodrigues. No entanto, os motivos somente foram identificados com o desenrolar das diligências, quando a polícia descobriu que ela tinha feito retiradas da conta corrente do casal e que entrou com pedido de seguro, no valor total de R$ 300 mil, quatro dias após o assassinato do bancário Jario Pereira. Ao aprofundar as investigações, os policiais chegaram ao suspeito da autoria material, o policial Aquino Correia Japiassu, com quem Elieide tinha um relacionamento mesmo estando casada com o bancário. Na semana passada, o juiz Daniel Accyoli acatou o pedido de prisão temporária de Aquino, que foi recolhido à base do Tigre. Na oportunidade, o delegado Dalmo Lima foi informado de que o policial teve um revólver 38 apreendido por policiais civis há 10 dias, quando de uma briga de bar. Peritos do Instituto de Criminalística estão submetendo as balas da arma ao comparador balístico. Há suspeitas de que o revólver foi usado no atentado e morte do bancário.

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