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Invasores de casa provocam �clima de tens�o em Mangabeiras

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A polícia desocupou, ontem pela manhã, um imóvel localizado na Avenida João Davino (nº 310), em Mangabeiras, invadido há cerca de 60 dias por um grupo de desocupados (adultos, adolescentes e até crianças), que, segundo os vizinhos, vinha promovendo baderna, utilizando drogas e praticando roubos em residências e lojas comerciais da região. Os invasores tentaram resistir à desocupação e até ameaçaram entrar em confronto com a polícia. Houve um princípio de tumulto, mas a situação foi contornada sem que ninguém saísse machucado. ?Nossa equipe está preparada para lidar com essas situações extremas. Havia crianças e conseguimos contornar sem precisar usar a força?, disse o comandante do 1o Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Diógenes Rodrigues, que chefiou a operação. A ação de despejo foi promovida pela Associação de Moradores e Empresários de Mangabeiras (AME-Mangabeiras), com a autorização da proprietária do imóvel, Maria Lúcia Medeiros de Oliveira, que reside em outro local. ?Desde que eles chegaram aqui, o número de roubos cresceu de forma assustadora. Toda a população da João Davino está aterrorizada. Havia até fugitivos de presídio aí dentro. Eles usavam drogas e perturbavam mesmo a vizinhança?, afirmou o dono de um estabelecimento vizinho, membro da Associação. Ele pediu para que seu nome fosse preservado. Enquanto estiveram na casa, os invasores destruíram tudo: arrancaram portas, quebraram vidros, demoliram o teto, arrancaram instalações elétricas e hidráulicas. A situação tornou-se tão insuportável que uma vizinha do lado mudou-se para outro local e colocou uma placa de venda na casa. Os ocupantes do imóvel foram levados para a Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (Semcas), para serem cadastrados e encaminhados aos seus locais de origem. ?Tem pessoas de várias localidades, inclusive de outros estados, como Sergipe. Vamos fazer um cadastro e dar os encaminhamentos cabíveis?, explicou a assistente social Graciele Nascimento, da Semcas. Ela calcula que havia de 28 a 30 pessoas na casa. Devido à presença de crianças no grupo, o Conselho Tutelar acompanhou a remoção. (FA)

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