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Justi�a solta acusada no assassinato do marido

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EDNELSON FEITOSA Foi colocada em liberdade, na última segunda-feira, a dona de casa Elieide Rodrigues dos Santos, acusada de envolvimento no assassinato do marido, o bancário Jario Pereira dos Santos, ocorrido em junho, no apartamento onde ambos moravam, no Stella Maris. Segundo o chefe de Operações do 2º Distrito, Roberto Carneiro, o juiz Daniel Accioly não acolheu o pedido de prisão preventiva, formulado pelo delegado Dalmo Lima Lopes, na semana passada. O magistrado decretou a prisão preventiva do policial civil Aquino Correia Japiassu, apontado pela polícia como cúmplice de Elieide e autor material do homicídio. O policial Roberto Carneiro informou que o delegado está levantando indícios complementares da participação da viúva no crime, e deve solicitar novamente sua prisão. ?O inquérito está quase concluído?, disse. ?Faltam apenas alguns pontos que não foram ainda levados ao conhecimento da Justiça?. Segundo ele, ?não há dúvida de que foi ela quem mandou matar o bancário?. Na semana passada, o delegado Dalmo Lopes informou à imprensa que houve contradições entre o interrogatório de Elieide e o de Aquino, que vai permanecer preso na base do Tigre, o grupo de operações especiais da Polícia Civil. Segundo o delegado, Aquino confirmou ter conhecido Elieide em novembro, quando recebeu uma visita dela na faculdade. Ela lhe teria pedido informações sobre questões jurídicas. O policial, que é aluno do curso de Direito no Cesmac, declarou também que ela lhe falou sobre sua vida conjugal. Mesmo negando ser amante de Elieide, Aquino confessou que esteve no apartamento do casal, ?provavelmente em maio passado?. O policial acusado garantiu ter sido um ?encontro casual?, pois vinha pela rua e ela estava na calçada do prédio. ?Nós conversamos e ela me convidou para entrar?, disse ele. O delegado Dalmo Lopes revelou ter reinterrogado Elieide, que assegurou que jamais esteve com Aquino, pois não o conhece. ?Não sei quem é esta pessoa de quem vocês estão falando?, disse ela, acrescentando que o policial nunca se encontrou com ela. As declarações vão de encontro, inclusive, aos depoimentos de testemunhas, segundo as quais os acusados foram vistos juntos na praia da Jatiúca. No primeiro interrogatório, Elieide declarou que seu marido foi assassinado porque era agiota, ou seja, costumava emprestar dinheiro a juros. Afirmou ter ouvido uma discussão entre a vítima e o autor do homicídio, tendo como motivo provável uma dívida. Para a polícia, Elieide mandou o namorado matar Jairo Pereira para ficar com um seguro de R$ 300 mil, que ela tentou receber quatro dias após a morte do marido.

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