Polícia
CB diz que inc�ndio em Rio Largo foi criminoso
GILVAN FERREIRA O laudo pericial do Corpo de Bombeiros comprovou que o incêndio no prédio da Secretaria Municipal de Finanças de Rio Largo, que ocorreu no último dia 4, foi criminoso. O laudo será entregue hoje, às 10h, ao secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, pelo comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Jadir Ferreira, na secretaria. Os peritos do Corpo de Bombeiros encontraram várias provas da ação criminosa, que pode ter sido provocada para encobrir supostas irregularidades. Queima Segundo o major Paulo Marques, os responsáveis pelo incêndio agiram de forma amadora e tinham como objetivo queimar os computadores e documentos da prefeitura. Marques explicou que as informações ?guardadas? nos computadores e parte da documentação podem ser recuperadas. O major Paulo Marques disse que o produto utilizado para provocar o incêndio evitou que houvesse uma destruição total do prédio e dos documentos da Secretaria de Finanças. Ele acrescentou que o incêndio teve três zonas de origem, uma delas a sala do secretário de Finanças, onde estariam os computadores. ?As pessoas que provocaram o incêndio não tinham experiência. Foi utilizado um produto pouco volátil, o óleo diesel. Se fosse utilizado gasolina ou álcool o incêndio teria outras proporções e haveria uma destruição total do prédio e dos documentos. Como o óleo diesel tem pouca volatilidade, o incêndio pôde ser controlado pelo Corpo de Bombeiros. Agora, cabe ao delegado que preside o inquérito[ Marcílio Barenco] investigar a autoria do incêndio criminoso?, disse Paulo Marques. Troca de acusações O incêndio na Secretaria de Finanças de Rio Largo serviu para uma nova troca de acusações entre a prefeita eleita Vânia Paiva (PMDB) e a prefeita afastada Maria Eliza Alves (PL). Vânia Paiva sugeriu o suposto interesse de Maria Eliza na destruição de provas de irregularidades na sua administração. ?Não tenho dúvidas de que o incêndio foi criminoso e é provável que na Secretaria de Finanças poderiam ser encontrados documentos que comprovariam irregularidades cometidas durante a gestão da ex-prefeita Maria Eliza Alves?, acusou Vânia Paiva. A prefeita afastada Maria Eliza Alves rebateu as acusações alegando que a prefeita Vânia Paiva estava sendo investigada pelo Tribunal de Contas (TC/AL) e teria que apresentar documentos arquivados na Secretaria de Finanças. ?Os técnicos do Tribunal de Contas começaram uma investigação na gestão da prefeita Vânia Paiva. Ela teria que apresentar uma série de documentos que poderiam comprovar as irregularidades na sua administração, mas com o incêndio essas provas poderiam desaparecer?, acusou Maria Eliza.