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Delegado vai a MG interrogar acusado de atentado na Arena

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O delegado do 2º Distrito, Dalmo Lima, viaja amanhã a Minas Gerais para interrogar Joseney César e Silva, um dos acusados de participar do atentado ocorrido na boate Arena, em Jaraguá, onde uma pessoa morreu e seis ficaram feridas. Joseney foi preso no município mineiro de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, acusado de assalto a banco. Dalmo Lima irá a Minas porque a transferência do preso para Alagoas poderia demorar muito e prejudicar o andamento do processo que apura o atentado, ocorrido há dois meses. Existe a expectativa de que Joseney forneça detalhes do paradeiro dos cúmplices, Ronaldo Souza e um adolescente de 17 anos. A prisão de Joseney ocorreu no início do mês, mas somente na sexta-feira da semana passada foi comunicada ao delegado do 2º Distrito. Quando foi preso, ele estava com a namorada Regina Sodré de Souza, que a polícia alagoana acredita ser irmã de Ronaldo Souza, outro envolvido no caso Arena. Ela também é suspeita de pertencer à quadrilha de assaltantes. Assaltos a bancos A polícia mineira informou que Joseney é suspeito de ter participado de dois assaltos a bancos em Minas: um contra o Banco Mercantil e outro contra o Bradesco. Nos dois casos, os gerentes foram seqüestrados. A confirmação de que Joseney tem envolvimento em assaltos a bancos reforça as suspeitas, levantadas pelo chefe de operações do 2º Distrito, Roberto Carneiro, de que ele e seu grupo estavam em Maceió para praticar assaltos. Na época, os policiais admitiram se tratar de um bando maior que estaria envolvido no assalto ao penhor da Caixa, que rendeu 1 milhão de reais em jóias. Liberdade e fuga A versão de que o bando de Joseney estaria envolvido no assalto ao penhor surgiu quando da prisão de Robson Menezes da Silva, Iracy Soares Pereira e a filha dela, Terla, que esconderam os três atiradores e facilitaram a fuga do grupo, inclusive emprestando um veículo Vectra. A namorada de Robson disse à polícia que ele declarou ter R$ 900 mil, em jóias. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal. O delegado confirmou que Robson foi colocado em liberdade, na última segunda-feira, pois sua prisão preventiva não foi decretada pela Justiça. Na semana passada, Iraci e Terla foram soltas pelo mesmo motivo. Os vizinhos das duas mulheres revelaram que elas pegaram o que havia na casa e foram embora de Alagoas. Decisão semelhante pode ter sido adotada por Robson, advertem policiais. ?Até hoje, estou com a Parati que apreendi com eles. Não sei a quem pertence, porque ninguém declarou ser dono do veículo?, disse Dalmo Lima. (EF)

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