Polícia
Pol�cia ca�a no Recife acusadono seq�estro de economista
Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) descobriram que o terceiro suspeito de envolvimento no seqüestro relâmpago e tentativa de homicídio contra o economista Carlos Stuart Buriti Filho fugiu para Recife. Uma equipe da DRF iniciou caçada para prender Carlos Antônio da Silva Araújo, 23, o ?Xuxu?, em Pernambuco. Ele é acusado de ter planejado o crime e ser o homem que atirou na vítima. Na semana passada, os policiais da especializada prenderam Dayvison Leandro Silva, 23, e Daniel da Cunha, 23, que foram reconhecidos (reconhecimento indireto) como tendo participado do fato. O crime ocorreu no último dia 5, quando Stuart saía da Faculdade de Alagoas (FAL), no bairro de Jaraguá, onde é aluno do curso de Comércio Exterior. O economista foi jogado no banco traseiro do seu veículo, um Fiesta, ficando sob a mira de armas durante todo o seqüestro. Ele foi obrigado a sacar dinheiro em caixas eletrônicos, usado para compras de cerveja em lata, e acompanhar os acusados por vários bairros, inclusive o Dique Estrada. Por volta da meia-noite, Carlos Stuart foi levado para um matagal no Sítio São Jorge, no Barro Duro, onde foi baleado no rosto e no pescoço. Segundo a polícia, Dayvison foi preso em Mangabeiras, enquanto Daniel foi capturado no Conjunto José Tenório, na Serraria, onde reside. A prisão ocorreu dez dias após o seqüestro seguido de tentativa de assassinato do economista, que é diretor do Programa de Microcrédito do governo estadual e professor do Ginásio Floriano Peixoto, que pertence à Polícia Militar. Nos depoimentos prestados à polícia, Dayvison e Daniel apontaram Carlos Antônio da Silva Araújo, de 23 anos, conhecido como ?Xuxu?, como articulador do seqüestro e a pessoa que disparou contra Carlos Stuart. Ele teria tentado matar a vítima porque desconfiou de que se tratava de um policial. O delegado Lima confirmou ter solicitado a prisão preventiva dos três acusados, que estão sendo indiciados em inquérito por crime de assalto seguido de tentativa de homicídio. Caso sejam condenados, eles poderão pegar entre cinco e 15 anos de prisão. (EF)