Polícia
G�rson J�nior vai a j�ri popular em novembro
EDNELSON FEITOSA O juiz José Braga Neto, da 3ª Vara Criminal, confirmou que vai pronunciar o agropecuarista Gérson Lopes de Albuquerque Júnior, 23, réu confesso do assassinato do estudante de Direito da Faculdade da Cidade de Maceió (Facima) Márcio Edsandro Silva Correia, 23, executado a tiros num posto de combustíveis na Jatiúca, no último dia 16 de maio. O despacho sai até amanhã, segundo o magistrado, que vai acatar a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP) no inquérito da Polícia Civil. O juiz destacou que Gérson Júnior vai a júri popular no próximo mês de novembro. O dia ainda não está definido. O crime teve motivação passional: o acusado matou o namorado de sua ex-mulher, Marcella Lagrotta, 23 anos, com quem ficou casado por quatro anos e tem um filho. Gérson Júnior está preso desde que foi capturado, na casa da mãe dele, no Rio de Janeiro, para onde fugiu logo após praticar o homicídio. A polícia carioca o prendeu em virtude de preventiva decretada pela Justiça alagoana. Gérson Júnior é acusado de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil e sem dar chance de defesa à vítima. Seus advogados alegam legítima defesa: Gérson Jr. teria sido ?provocado? pela vítima. Discussão O inquérito da polícia concluiu que Gérson Júnior matou Márcio Edsandro por ciúmes. A vítima namorava havia um ano com a estudante Marcella Lagrotta, ex-mulher do acusado. Marcella declarou, em depoimento, que era comum receber ligações de Gérson, principalmente quando este estava embriagado. Disse que ele fazia ?cenas de ciúme? quando se encontravam em bares de Maceió. Afirmou que procurava evitar um confronto dos dois, pois o ex-marido costumava andar armado. Na véspera do assassinato, Márcio e Marcella saíram para se divertir, mas acabaram brigando, porque o estudante havia bebido muito. Às 3h30, o casal se desentendeu e Marcella decidiu ir embora. Ela disse que estava em casa, às 5h, quando Gérson ligou para ela e pediu para encontrá-la. Ela disse que negou. Minutos depois, Marcella escutou o barulho de um carro parando em frente ao prédio onde mora. Ao reconhecer o carro em que estivera com Márcio Edsandro, ela desceu para encontrá-lo, e houve nova discussão. Neste momento, o telefone celular de Marcella tocou mais uma vez. Novamente era Gérson querendo encontrá-la. Márcio tomou o telefone de Marcella e discutiu com Gérson, que desligou o telefone. Márcio ligou várias vezes, até que Gérson atendeu ao telefone. Márcio estava desarmado, mas concordou em se encontrar com Gérson Júnior num posto de combustíveis na orla da Jatiúca. Marcella disse que tentou fazer com que Márcio não fosse ao encontro, mas foi inútil. Então, resolveu ir com ele. Quando os dois chegaram, Gérson Júnior ainda não estava lá. Márcio ligou novamente para ele, dizendo que o estava esperando. Gérson Júnior chegou minutos depois, parou seu carro ao lado do de Márcio e, sem dizer uma palavra, atirou contra o rapaz, que morreu no local.