Polícia
Assaltantes amea�am delegada de Arapiraca
MAIKEL MARQUES EDNELSON FEITOSA Responsável pela delegacia do 1º distrito da regional Arapiraca, a delegada Elisabeth Sampaio confirmou, ontem, que pessoas não identificadas fizeram ameaças de morte pelo telefone, prometendo vingança contra as autoridades policiais que investigam as acusações de assaltos e homicídios atribuídas à quadrilha de José Renan Barbosa, morto em tiroteio com a polícia de Arapiraca, no último domingo (17). A delegada acredita que as ameaças podem ter partido de um dos seis integrantes do bando de Renan que escaparam da tocaia armada pela PM, que resultou em troca de tiros, três assaltantes mortos e dois policiais feridos, no bairro de Itapoã, no domingo. O bando é suspeito da autoria dos assaltos às agências do Banco do Brasil de Teotônio Vilela e São Miguel dos Campos, no começo deste mês. ?Não nos intimidaremos. Vamos continuar com o trabalho de combate ao crime?, avisou a delegada, segundo a qual a voz anônima prometia ?dar um troco? à polícia em conseqüência da ação policial que culminou na morte de Renan e de três cúmplices: Antônio Barbosa Bezerra, Márcio da Silva Rocha e Walter Ferreira dos Santos. Mais um morto Além de reforçar a segurança pessoal, a delegada também deu início à investigação do assassinato do comerciante Adriano Vieira Silva, 29. Ele foi morto na noite da última quarta-feira com tiros de revólver e pistola, quando caminhava por uma rua do bairro Caititus. A polícia não descarta a hipótese de o crime ter sido cometido pela quadrilha do assaltante Renan Barbosa, que é acusado de assassinar, no dia 10 deste mês, o policial Gilberto dos Santos e o comerciante Rogério César da Silva, primo de Adriano Vieira. ?A quadrilha de Renan é a principal acusada de comandar esses dois assassinatos?, explicou a delegada Elisabeth Sampaio. Familiares da vítima, ouvidos pela GAZETA ontem cedo, no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca explicaram que o comerciante não tinha inimizades. ?Era uma pessoa tranqüila e não tinha inimigos. Não sabemos a quem atribuir a sua morte?, explicou um de seus tios, que pediu para não ser identificado.