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M�e resgata a filha de 11 anos �aliciada para bordel no Jacintinho

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Uma menina de 11 anos, aliciada para prostituição, foi resgatada de um bar do Jacintinho pela mãe, Maria Luciana Oliveira do Nascimento, que denunciou o fato na Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (CIAPC III), em Cruz das Almas. Segundo ela, a filha estava trancada em um quarto, sendo forçada a ingerir bebida alcoólica e manter relações sexuais com freqüentadores do local. Maria Luciana informou à polícia que a criança sumiu de casa, na zona rural de São Luiz do Quitunde, a 60 km de Maceió, na noite de sábado, dia 16 de outubro. ?Só conseguimos notícias dela no último fim de semana?, disse. A mãe descobriu que a filha tinha vindo para Maceió na companhia de uma mulher do povoado Quitunde II, chamada Maria. Tomou conhecimento, inclusive, de que ela costumava freqüentar um ?inferninho? conhecido como Aki Bar, na Ladeira do Óleo, no Jacintinho. ?Fui direto para lá, onde encontrei minha filha trancada em um quarto, sendo obrigada a praticar relações sexuais com lésbicas e homens. Quero uma providência. Esse crime não pode ficar impune. Ela é uma criança?, afirmou Maria Luciana, que flagrou a filha no local por volta das 8h20. O chefe do Setor de Operações do 2º Distrito, Roberto Carneiro, de plantão na Ciapc III, disse que mandou uma equipe de policiais para o Aki Bar, assim que tomou conhecimento do fato. O estabelecimento estava fechado. ?Por se tratar de corrupção de menor, comunicamos o crime à delegada dos Crimes Contra Crianças, Ana Luzia Nogueira, encarregada da abertura de inquérito?, disse ele. ?Não ficou aqui? A comerciante Maria Cícera da Paz, 38, dona do Aki Bar, relatou à imprensa que Maria chegou com a criança em seu estabelecimento na última sexta-feira (23). ?Elas estavam sujas e com fome, procurando um local para trabalhar?, destacou Cícera. ?Disse que ela podia ficar, mas a menina tinha que ir embora. Maria disse que não tinha dinheiro e que só poderia mandar a menina para casa na segunda-feira (25)?. ?Ela não ficou aqui. Ficou na minha casa. Foi coincidência a mãe chegar e encontrá-la num quarto. Ela veio aqui para almoçar?, alegou Cícera, destacando ter conhecimento da gravidade de ser indiciada por corrupção de menores. Revelando que está instalada no local há três meses, a comerciante esclareceu que seus filhos, inclusive uma menina de 12 anos, freqüentam o bar, mas não se envolvem com clientes. ?Meus filhos vêm aqui almoçar, ficam algum tempo e voltam para casa?, disse ela. Maria José da Silva, 19, afirmou que levou a menina de 11 anos para o bar, mas não soube informar a data. Ela disse que estava numa seresta em São Luiz do Quitunde quando a criança chegou e pediu que a levasse para Maceió, pois queria ir para a casa do pai, na Chã da Jaqueira, onde arranjaria emprego de doméstica. Ela disse ainda que a menina não ficou no bar, foi levada por uma das filhas de Cícera para a casa dela, na favela da Aldeia do Índio, no Jacintinho. ?Ela só ia ao bar para comer?, assegurou Maria, negando ter trazido a filha de Maria Luciana para se prostituir em Maceió. ?Não sei como ela teve a idéia de que a menina estava mantendo relações com homens e mulheres. Não ocorreu nada disso aqui?, completou. ?Inferninho? Vizinhos do Aki Bar confirmam que o estabelecimento é ponto de prostituição, inclusive de adolescentes. ?Toda noite fica cheio de homens e mulheres bebendo e aprontando confusão. Já houve até acidente na porta por causa das brigas?, revelou Josefa dos Santos. Um rapaz, que pediu para não se identificar, garantiu que moradores das favelas próximas utilizam o bar como ponto de encontro para troca de produtos roubados por drogas. ?Não é somente prostituição infantil. Há muito mais crimes acontecendo no bar?, afirmou ele, acrescentando que não costuma ver policiais realizando ?batidas? no local. (EF)

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