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Encapuzado assalta e estupra professora no Feitosa

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EDNELSON FEITOSA Um homem encapuzado voltou a assaltar e estuprar no bairro do Feitosa. Desta vez, a vítima foi a professora M.V.S., 30 anos, atacada na noite da última terça-feira. A violência sexual, que foi presenciada pelo noivo da vítima, ocorreu num loteamento em projeto localizado em frente ao Condomínio Bariloche, no Feitosa. Segundo pessoas que trabalham próximo ao terreno, este é o terceiro assalto seguido de estupro no mesmo local, praticado pelo encapuzado nos últimos dois meses. A professora relatou à polícia que ia com o noivo numa moto, por volta das 23 horas, quando o casal parou num local escuro e pouco habitado. O noivo teria descido da moto e se afastado. Ela ficou na moto, enquanto o noivo, que teve a identidade preservada pelo delegado plantonista Geraldo Soares de Carvalho, caminhou cerca de 20 metros. Passados alguns minutos, disse a professora, um homem moreno, forte, de estatura mediana, armado de revólver, agarrou o pescoço dela, anunciando que era um assalto. E, apontando uma arma para sua cabeça, a conduziu até onde o noivo se encontrava. O homem mandou que o noivo da vítima, de 42 anos, tirasse as roupas e lhe entregasse o dinheiro, o relógio e o celular. ?Ele entregou tudo, mas se negou a ficar despido?, narrou a vítima. Violência Quando pegou o dinheiro, o assaltante se virou para a professora e mandou que tirasse a roupa e deitasse no chão. Ela foi obrigada a fazer sexo oral com o bandido e com o noivo. A violência, disse a professora, durou cerca de 30 minutos. Durante a ação, relatou M.V.S., o encapuzado brincava com a arma rodando no dedo como pistoleiro e dizendo que sabia muito bem fazer uso da arma. Uma viatura da polícia que passou pelo local em baixa velocidade, provavelmente durante uma ronda, afugentou o estuprador, que saiu correndo, deixando o casal semidespido no local. As vítimas disseram que, se não fosse a polícia, provavelmente teriam morrido. Na manhã de ontem, a professora procurou tratamento médico e psicológico. Ela se submeteu a exames para detectar se foi contaminada por doenças sexualmente transmissíveis. M.V.S. também esteve no Instituto Médico Legal Estácio de Lima para realizar exame de conjunção carnal. Escapou do bandido O professor Alexandre da Silva, 31, que reside no Feitosa, contou à imprensa que, por pouco, não foi atacado pelo assaltante. ?Ele é muito forte e anda com um revólver e um facão. Faz cinco dias que ele correu atrás de mim quando eu estava no ponto de ônibus?. Ele informou que um casal de amigos, que também mora no Feitosa, foi arrastado pelo mesmo delinqüente para o loteamento, onde foi espancado e ela estuprada. O crime aconteceu no início de outubro. Alexandre teve uma amiga estuprada em setembro, quando se dirigia para o ponto de ônibus em frente ao posto de combustíveis da área. Um frentista do estabelecimento, que não se identificou, disse que o bandido disse para a vítima que era vigia, o que causou sérios problemas para os vigias da região. O pedreiro Cícero dos Santos, 32, informou que o assaltante encapuzado faz parte de uma ?galera? da grota Planalto Santa Rita, em Cruz das Almas. ?Eles assaltam, estupram, traficam e ninguém faz nada. Até parece que não existe polícia. Todo mundo sabe que o que aconteceu ontem partiu desse pessoal. Se não prendem é porque não têm interesse?, protestou. Os assaltos em pontos de ônibus próximos ao loteamento são quase diários, advertem moradores da área, ressaltando que toda violência é resultado da ação de ?galeras? de traficantes e usuários de drogas.

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