Polícia
Justi�a liberta rapaz denunciado por racismo menos de 24h ap�s a pris�o
Não durou nem 24 horas a prisão em flagrante do estudante Felipe Tabosa Carneiro de Albuquerque, 25, um rapaz de classe média alta, autuado por racismo pela delegada Bárbara Arraes, de plantão na Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (CIAPC III), em Cruz das Almas. Um alvará de soltura foi remetido à polícia pelo juiz plantonista José Cícero Alves Silva, da 12ª Vara Criminal, por volta das 2 horas da madrugada de ontem. O relaxamento de prisão em flagrante determinava que imediatamente se colocasse em liberdade o acusado, que se envolveu numa confusão na boate Middô, na Ponta Verde, e, quando estava sendo retirado do local, agrediu o chefe da segurança Antônio Carlos dos Santos, 35, com palavrões e chamando de ?negro safado?, inclusive fazendo ameaças. O gerente da boate, Adilson Olegário Rego, 32, solicitou a presença da polícia no local, em virtude de o acusado ter se exaltado e ameaçado também de agressão a recepcionista da casa noturna, Ana Paula Gomes, 32. Segundo Olegário, não foi a primeira vez que Felipe causou problemas na Middô, desrespeitando funcionários e clientes. Há informações de que ele provocou tumultos na Arena e no Aquarela, outras duas casas noturnas de Maceió. Sem comentário O delegado do 2º Distrito, Dalmo Lima, que recebeu o auto de prisão em flagrante, tem dez dias de prazo para concluir as investigações de mais um caso de repercussão ocorrido em boates da orla de Maceió. Ele não comentou a decisão da Justiça e libertou o estudante, que já havia sido transferido do CIAPC III para a carceragem do 2º Distrito. Segundo apurou a polícia, a confusão na Middô começou porque o estudante assediou a namorada do cliente Wallace Calheiros. Felipe teria tentado dançar com ela e proposto uma ?conversa a sós?. O casal, então, pediu ajuda dos seguranças. O acusado foi levado à portaria, onde chamou o chefe da Segurança, Antônio Carlos, de ?negro safado? e outros palavrões, e ameaçou agredir a recepcionista, quando ela tentou interferir. No interrogatório, o acusado declarou à polícia que havia ficado ?embriagado? e que não se lembrava de nada do que havia ocorrido na boate. (EF)