Polícia
Empres�ria acusa policial de assaltar loja na Jati�ca
DORGIVAL JÚNIOR A empresária Angélica Cunha denunciou, ontem, que teve sua loja de confecções, na Avenida Amélia Rosa, bairro de Jatiúca, assaltada, há dois meses, por dois homens armados, sendo um deles identificado como o policial militar Emerson Fonseca. Ela disse que reconheceu o acusado ? que teria praticado o assalto em companhia de um comparsa ? quando trafegava pela Avenida Comendador Leão, na sexta-feira passada. O suposto acusado estava em uma moto que teria sido usada durante o assalto. Abalada, a empresária disse que durante o assalto à loja teria visto o rosto dos assaltantes, que estavam apenas com capacetes na cabeça. ?Ao reconhecê-los na rua, tentei persegui-los, mas não tive êxito. Eles perceberam e conseguiram fugir. Antes de sumirem no meio do trânsito, eles fizeram a volta e pararam a moto do lado do meu carro, me encarando de frente?, disse ela. Ligação anônima Angélica Cunha disse ainda que, na segunda-feira passada, teria recebido uma ligação anônima, onde uma voz masculina a avisava para ter cuidado. ?Na madrugada do dia seguinte, uma viatura da Polícia Militar esteve na minha loja, por volta das 2h da madrugada. Um dos policiais era o assaltante, que estava fardado e foi reconhecido pelo vigia. Ele perguntou tudo sobre o funcionamento da loja. Estou com medo. Eles sabem tudo sobre a minha vida?, acrescentou ela. Ontem, a empresária voltou a procurar a Delegacia de Roubos e Furtos para comunicar o fato, ocorrido no começo da semana. ?Quando a loja foi assaltada, prestei queixa e hoje retornei à polícia para comunicar o que houve na segunda-feira passada?, disse a empresária, que informou ter comunicado o fato ao secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino. Angélica Cunha disse também que, no assalto praticado pelo suposto PM, foram roubadas mercadorias, além de R$ 4 mil em dinheiro. Sabiam da rotina ?O assaltante [suposto PM] freqüentava a minha loja. Ele era amigo de um funcionário. Os dois assaltantes sabiam de toda a rotina da loja e até de um cofre escondido num canto. Era dia de pagamento e os dois assaltantes sabiam até isso?, disse ela, afirmando que vai fechar a loja, com medo da falta de segurança no bairro. ?Já sofri um assalto, mas desta vez foi demais para mim?, desabafou a empresária. Sindicância O comandante do Policiamento da Capital (CPC) da Polícia Militar, coronel Joca Pimentel, informou que não havia sido comunicado do caso pela Polícia Civil, mas disse que vai apurar a denúncia. ?Lugar de assaltante é na cadeia. Vamos abrir uma sindicância para apurar o caso?, disse ele. O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, e o delegado de Roubos e Furtos, Cícero Lima, foram procurados pela GAZETA por telefone, mas não foram encontrados ontem para falar sobre o assunto.