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Homens s�o esquartejados em Guaxuma

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EDNELSON FEITOSA Um acerto de contas por causa de drogas provocou dois homicídios, na última quarta-feira, em Guaxuma. As vítimas foram executadas a tiros e esquartejadas a golpes de facão, por três homens liderados por um traficante conhecido como ?Nana?, que estava foragido até ontem. Um rapaz, identificado como Adriano, conseguiu escapar e denunciou o duplo homicídio à polícia. Eronildo Batista do Nascimento, 26, e seu vizinho, Cícero Rogério Lopes da Silva, 35, residiam no Alto da Boa Vista, em Guaxuma, foram assassinados na localidade conhecida como Poeira, por volta de 17h40, quando voltavam de um ?banho? no Benedito Bentes. A serviçal Maria Ruth Batista, 49, mãe de Eronildo, confirmou ontem, no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, que o filho tinha envolvimento com drogas. ?Ele não queria nada com a vida. Não trabalhava nem estudava. Dependia da família para tudo?, contou. Segundo Maria Ruth, o filho também tinha envolvimento com furtos e, não faz muito tempo, foi baleado por um PM, em Bebedouro, após furtar um estabelecimento comercial. ?Quando ele recebeu alta do Pronto-Socorro, foi internado no Manicômio Judiciário, mas não adiantou nada, voltou muito pior?, explicou a mãe. Ele chegou a ser internado, para tratamento do vício, também nos hospitais Portugal Ramalho e José Lopes. Saiu pela manhã Na manhã da última quarta-feira, Eronildo saiu de casa acompanhado do primo, Adriano, e do vizinho, Cícero, também conhecido como ?Cição?, dizendo que iria com eles para um banho no Benedito Bentes e só voltaria à tarde. Era comum, afirmou dona Maria Ruth, o filho sair para fazer ?farra? com amigos, usuários de maconha. Às vezes, varava a noite e só chegava em casa pela manhã. ?Nunca me preocupei com isso?, afirmou ela. Por volta de 17h40, a serviçal declarou ter ouvido tiros. Não saiu de casa, nem imaginou o que viesse a ser, pois tiros são comuns no bairro afastado, cheio de bocas-de-fumo onde os traficantes costumam testar armas. ?Foram muitos tiros, de 10 a 15?, disse Ruth. Não demorou cinco minutos e Adriano chegou em casa correndo, gritando que tinham assassinado o primo e seu colega ?Cição?. Citou o nome do traficante ?Nana? e dos outros dois autores do crime. Eles correram para avisar no posto policial, localizado na AL-101 Norte. Quando os militares rumaram para o ?Poeirão?, encontraram os corpos mutilados, separados uns 100 metros um do outro. Adriano esteve na CIAPC III, em Cruz das Almas, onde revelou os pormenores do duplo homicídio ao delegado do 6º Distrito, Antônio Monteiro de Souza Filho, que assumiu o comando das investigações. Ele descobriu que um acerto de contas provocou o crime.

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