Polícia
Irm�o muda vers�o sobre suspeitos
Também é considerada estranha a calma durante o roubo, pois o suposto assaltante e homicida revirou os pertences de Maria para pegar as notas fiscais dos objetos que tinha o propósito de roubar. ?Nenhum ladrão pensaria nisto, nunca ouvi relato semelhante?, afirmou o policial Cícero Ildefonso, chefe do Setor de Operações da Delegacia de Roubos e Furtos. ?Ele deveria saber que não havia ninguém na casa e não havia chance de chegar alguém?, completou ele. As informações levantadas pelo delegado Jobson Cabral podem revelar que as torturas sofridas pela professora foram para ela revelar particularidades da casa. Por exemplo, que o irmão que morava com ela não voltaria para casa até segunda-feira, pois tinha ido visitar sua mãe. Namorados O irmão de criação de Maria Gonçalves Costa, Klemisson Cordeiro dos Santos, mudou a versão ontem, no primeiro contato que manteve com o delegado Jobson Cabral. Ele, que havia garantido que a irmã tinha um único relacionamento com um policial militar chamado Luciano, alegou agora que era um técnico em refrigeração de nome Leonardo. Segundo Klemisson, é um rapaz alto, branco, cabelos claros, que usava brinco, tinha sotaque sulista e afirmava ser de Brasília. Questionado sobre o que havia declarado no dia anterior, Klemisson admitiu que ?houve um tal Luciano?, mas este ele nunca viu, e só soube de sua existência na última segunda-feira, quando conversou com amigas de Maria. As características apresentadas pelo irmão da professora são idênticas às reveladas pelo serralheiro Erisvaldo Oliveira, que trabalha próximo à casa da vítima. Ele conversou com o delegado e confirmou ter visto Maria entrando num veículo vermelho ? não tinha certeza da marca ? na noite do último sábado. Ele é alto, branco e tem cabelos claros. Porém, não parecia que a vítima estivesse sendo seqüestrada, e sim que estava saindo para uma festa. O delegado do 11º Distrito pretende solicitar as chamadas do celular da professora de sexta-feira até domingo, bem como se inteirar da ligação que Maria teria feito na manhã do domingo para casa da mãe, em Riacho Doce. Ela teria dito que estava tudo bem, mas não informou se estava em casa ou em outro local. ?Esclarecer este crime é questão de honra. Foi muito cruel?, afirmou Jobson Cabral.