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Obra no Aeroporto atrasa e conclus�o s� em 2005

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FÁTIMA ALMEIDA A construção do novo terminal de passageiros do Aeroporto Zumbi dos Palmares, que deveria ter sido concluída em março deste ano, só deverá ser entregue em junho de 2005. ?Houve problemas de recursos?, diz o engenheiro Ernesto Camarço, responsável pela obra. Mas agora, segundo ele, o prazo é definitivo. O novo terminal terá uma área de 22 mil metros quadrados, quase o triplo do terminal antigo, que possui 8 mil metros quadrados. O custo da obra já ultrapassou R$ 217 milhões, de acordo com o último aditivo, feito no mês de outubro. Os recursos são da Infraero (cerca de 70%), governo federal, por meio da Embratur, e governo do Estado. O terminal está com toda a estrutura física concluída e já foi iniciada a fase de revestimento e outras etapas de acabamento, como instalações elétricas e hidráulicas. A infra-estrutura interna, que inclui uma capela, mirante panorâmico e espaço para exposições artísticas, contará com sete escadas rolantes, nove elevadores, quatro pontes de embarque e esteiras de bagagem, que também já estão sendo instalados. A pista principal de pouso e decolagem, com 2.600m de extensão, já está concluída. Também estão concluídas a pista de taxiamento paralela, com 2.400m lineares, o pátio de teste de motores e o novo pátio de aeronaves, com 11 posições de estacionamento. Aeroshopping Ontem, os empresários que têm empreendimentos no aeroporto de Maceió conheceram o projeto do Aeroshopping, nas futuras instalações para onde estarão sendo remanejados até junho de 2005, período previsto para a inauguração do novo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. O Aeroshopping é uma área definida como centro de lazer, com lojas de produtos e serviços diversos que funcionarão no Terminal de Passageiros, atendendo às demandas e aproveitando o fluxo de pessoas gerado pelo movimento de embarque e desembarque. Atualmente, 28 empresários são detentores de concessão no aeroporto de Maceió. Alguns deles vão sair de uma área de 10 metros quadrados, ocupados hoje, para cerca de 40 metros quadrados, o que possibilitará a ampliação dos negócios, mas vai exigir também investimentos individuais entre R$ 50 mil e R$ 200 mil, dependendo do ramo. ?É um investimento alto, mas vai valer a pena. Temos boas perspectivas em relação ao fluxo que o novo aeroporto vai gerar. Isso é bom para os negócios?, diz o empresário Eduardo Lages, que tem uma agência de viagens no terminal de passageiros. Ele acredita que os principais problemas que hoje atrapalham os negócios, como a falta de conforto para o cliente, dificuldades de estacionamento e pouco espaço para o check-in deixarão de existir nas futuras instalações.

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