loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 01/08/2026 | Ano | Nº 6280
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Acusado de matar 16 pessoas para �liderar tr�fico � preso no Jacintinho

Ouvir
Compartilhar

O homem acusado de matar 16 pessoas este ano, para assumir o comércio de drogas no Dique Estrada, tem 21 anos e é analfabeto. Tem Jesus no sobrenome mas não acredita em Deus. Não vive com os pais desde os 17 anos, quando cometeu o primeiro homicídio. ?Matei um tal de Adriano, que também era menor?, recorda ele. José Augusto Jesus Silva, o Nego Déu, foi preso por uma guarnição da Radiopatrulha, no último domingo, na Grota do Rafael, no Jacintinho. Estava escondido no barraco do seu braço direito, Jamerson Santos de Oliveira, 21, acompanhado de outro cúmplice, Flávio Soares Silva, 26, o Ceguinho. Quando a guarnição do cabo PM Shandor Fakete entrou na grota, os três estavam na porta da casa de Jamerson. Com eles, a polícia apreendeu quatro armas, três revólveres 38 e uma pistola de calibre 7.65. Apesar de estarem armados, eles não reagiram à prisão. Uma denúncia anônima, pelo telefone, levou os policiais da RP ao local. O ?terror? do Dique Estrada, que garantia que jamais iria se entregar à polícia, foi preso sem disparar um único tiro. Diferente do que fazia no conjunto Virgem dos Pobres, onde é acusado de infernizar os moradores da Rua da Paz, no Trapiche da Barra, por causa da ?boca-de-fumo? do traficante identificado como Robinho. Ao tomar conhecimento da prisão de Nego Déu, um oficial de Justiça foi entregar uma intimação para que ele seja interrogado no processo da morte de Welington Dias Pereira, em 2002, quando ainda estava na Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (Ciapc III), em Cruz das Almas. Além de Nego Déu, estão sendo processados pelo crime o cúmplice Flávio Soares Silva e Gilvan Barbosa de França, que continua foragido da Justiça. ?Guerra? do tráfico Nego Déu confirmou a existência da ?guerra? no Dique Estrada. No entanto, assegurou que nada tem a ver com o traficante Robinho. Segundo ele, o problema é vingança. A quadrilha do Nego Ney tentou matá-lo no ano passado. O atentado ocorreu nas imediações da boate Coqueiro Verde, próximo à Favela Sururu de Capote. (EF)

Relacionadas