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Nº 5715
Polícia

Agricultor comete suic�dio ap�s tentar matar ex-esposa

Sucursal Arapiraca– O trabalhador rural Genivaldo Vieira Sampaio, de 21 anos, suicidou-se, ontem pela manhã, com um tiro de revólver no peito esquerdo, logo depois de deflagrar quatro tiros contra Maria Lúcia da Silva, sua ex-exposa, de 18 anos, que conse

Por | Edição do dia 24/04/2002 - Matéria atualizada em 24/04/2002 às 00h00

Sucursal Arapiraca– O trabalhador rural Genivaldo Vieira Sampaio, de 21 anos, suicidou-se, ontem pela manhã, com um tiro de revólver no peito esquerdo, logo depois de deflagrar quatro tiros contra Maria Lúcia da Silva, sua ex-exposa, de 18 anos, que conseguiu sobreviver. O fato ocorreu no Sítio Alexandre, zona rural de Lagoa da Canoa. “Fingi estar morta e só ouvi quando ele apertou o gatilho da arma apontada contra seu peito”, conta Maria Lúcia, que foi levada ao Hospital Regional de Arapiraca e já está fora de perigo. Segundo vizinhos do casal, eles estavam separados há mais de um ano e sempre que Maria Lúcia regressava à casa de sua família, em Lagoa da Canoa, era assediada por Genivaldo, que insistia em uma reconciliação. “Ele costumava fazer ameaças de morte caso não ela voltasse a viver com ele”, conta uma parente do agricultor. Ainda de acordo com testemunhas, Genivaldo soube, ontem, que Maria Lúcia estava no povoado, vinda de São Miguel, onde reside desde a separação, e tentou mais uma vez reatar o relacionamento. “Ele me encontrou na casa de minha mãe e disse que precisava conversar comigo. Enquanto resolvia problemas particulares, ele brincava com a criança”, conta Maria Lúcia, que, minutos depois, seria surpreendida com tiros deflagrados pelo pai de seu filho. “Ele não contou conversa e já foi atirando. Senti as balas entrando em meu corpo e caí fingindo estar morta. Ele pensou que havia conseguido acabar com minha vida e resolveu se matar com um tiro no peito. Levantei-me em seguida e ele estava morto. Corri em busca de ajuda. Graças a Deus estou viva” - contou a dona de casa, ainda nas dependências do Hospital Regional de Arapiraca (HRA), onde acabara de ser submetida a intervenção cirúrgica para retirada de dois projéteis de seus ombros. Uma terceira bala ficou alojada em sua cabeça, o que obrigou a equipe médica da unidade a providenciar sua transferência para a o Hospital de Pronto Socorro, em Maceió. Enquanto Maria Lúcia recebia assistência médica, agentes da Polícia Civil e auxiliares de necropsia do IML de Arapiraca davam início aos trabalhos de perícia no cadáver do agricultor.

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