Polícia
Pol�cia liga assassinato de escriv�o ao de chumbeta
EDNELSON FEITOSA O delegado do 1º Distrito, Ivanildo Inácio de Brito, admitiu ontem que há relação entre os assassinatos do policial civil José Carlos da Silva Ferreira, 45, o ?Ferreirinha?, e do chumbeta Gilvaci Rodrigues de Melo, 44, o ?Ferrão?, mas disse que não vê ligação direta dos crimes com a ?guerra? entre grupos de policiais civis, desencadeada em junho do ano passado com o assassinato do policial Valter Dias Santana, ocorrido no bairro da Serraria. Os policiais engajados nas investigações não revelam o nome, mas já existe uma pessoa identificada e suspeita de envolvimento no atentado que matou Ferreirinha e feriu seu filho, na noite da última quarta-feira, próximo ao Cesmac. Seria uma pessoa de estreita ligação com Ferrão, que era funcionário público e líder comunitário no Tabuleiro do Pinto. Na manhã de ontem, o delegado notificou para depoimento a viúva da vítima, Cleonice Ferreira, seu filho James Ferreira, um irmão identificado como Beto, e o soldado PM Aderaldo, do 1º Batalhão, que estava de serviço no PM-Box da Vila Redenção, localizado a pouco mais de 10 metros do local onde ocorreu o homicídio. O crime Ferreirinha estava no seu carro, um Fiesta preto, quando foi atacado por um homem moreno claro, de pouco mais de 1m60, que usava colete à prova de balas. Outro detalhe fornecido ontem à polícia é que o autor dos disparos tem os cabelos curtos, um corte tipo militar. Os disparos foram feitos a curta distância, quando o policial parou o carro. James sofreu um ferimento a bala na perna. Os policiais do PM-Box poderão colaborar com as investigações, dando detalhes dos dois homens que fizeram a emboscada. O autor dos disparos chegou a cumprimentar os soldados que estavam de serviço naquela noite. Para o delegado, deve haver algum fato que não escapou à observação dos militares, capaz de ajudar na elucidação do assassinato de Ferreirinha. Os pistoleiros passaram entre cinco e dez minutos no local, aguardando a chegada da vítima. Estão avançadas as investigações para identificar o Gol ?bola? verde escuro, usado pelos dois assassinos. O veículo teria sido visto por testemunhas e seu condutor fugia na direção do Tabuleiro. São investigações que a polícia mantém em sigilo, não revelando pormenores.