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Parentes fazem manifesta��o pac�fica

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?O juiz Braga Neto tem colaborado, mas a família vai continuar na luta por justiça?, afirmou Marcos Evânio Silva Correia, irmão mais velho de Márcio Edsandro Silva Correia. Ele assistiu ontem à reconstituição do crime, acompanhado de quase duas dezenas de parentes e amigos da vítima. Vestindo camisas brancas com frases que lembravam que o universitário foi assassinado aos 22 anos, o grupo realizou uma manifestação pacífica no local. Mesmo com a chegada do acusado numa viatura do Tigre, eles mantiveram a calma. ?Os advogados dele querem alegar legítima defesa, mas a Justiça vai provar que o tiro foi pelas costas. Foi um tiro na nuca. A família tem consciência de que ele foi morto à traição?, declarou o irmão, acrescentando que Márcio foi baleado quando tentava voltar ao carro para se proteger do assassino. Marcos Edvânio considerou importante a reconstituição, ?porque a Justiça trabalha com provas e tem que esperar até que a verdade apareça. A família, porém, precisa fazer o seu papel, cobrar e se impor?, declarou. Trauma Segundo Marcos, os pais de Márcio preferiram se poupar e não compareceram ao local da reconstituição. Manoel Correia Filho, o pai, quis ir ao posto de gasolina onde o filho foi assassinado, mas foi convencido de que não faria bem para ele assistir passo a passo o que aconteceu com o filho. Eva Oliveira Silva Araújo, mãe do universitário, nem chegou a tentar ir ao local, pois ainda não se recuperou do trauma da morte do filho. Nas últimas manifestações de que participou, dona Eva se emocionou demais e os filhos temiam que ela viesse a sofrer algum problema caso assistisse à reconstituição, principalmente pela presença de Marcella Lagrotta, a quem responsabiliza, mesmo que indiretamente, pela morte do universitário. Marcella Lagrotta se manteve o tempo todo afastada do grupo de parentes e amigos de Márcio Edsandro. Ela afirmou que preferia não fazer nenhuma declaração à imprensa. Por isto, logo após ser liberada pelos peritos do IC, ela deixou o local.

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