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Reconstitui��o derruba defesa de G�rson Jr.

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EDNELSON FEITOSA A estudante Marcella Lagrotta voltou, na manhã de ontem, ao posto de combustíveis do Stella Maris, na orla da Jatiúca, onde viveu o drama de assistir ao ex-namorado, Gérson Lopes de Albuquerque Júnior, assassinar com quatro tiros o namorado dela, Márcio Edsandro Silva Correia, na manhã do dia 16 de maio deste ano. Testemunha ocular do homicídio ? estava com o namorado no carro, quando ele recebeu os tiros ?, ela foi convocada pelo juiz José Braga Neto, da 3ª Vara Criminal, para participar da reconstituição do crime, realizada por peritos do Instituto de Criminalística (IC), e acabou por derrubar a tese de ?legítima defesa? apresentada pelo acusado desde o depoimento à polícia. Segundo o promotor Marcus Mousinho, o relato de Marcella Lagrotta ajudou a perícia a montar a cronologia dos tiros que mataram Márcio. ?Os laudos do IC e do IML deixaram dúvidas?, afirmou o promotor. ?Não há forma melhor de se esclarecer os fatos do que a prática?. A estudante disse que Gérson Júnior chegou ao posto, em seu Omega preto, a cerca de 50km por hora, velocidade alta para o local. Brecou o veículo, abriu a porta e apontou para a vítima sua arma, um revólver Taurus calibre 38. Segundo ela, Gérson Júnior não disse uma palavra a Márcio Edsandro, que havia marcado encontro para os dois conversarem. Marcela descreveu em detalhes e chegou a simular como Gérson Júnior efetuou o primeiro disparo, ainda de dentro do carro, por cima da janela, e errou o alvo. Ela contou que o namorado tentou voltar para dentro do seu Golf prata, onde ela estava sentada no banco do passageiro, mas foi atingido por um dos tiros. Seguiram-se, segundo ela, outros três tiros. Tiro na nuca Os disparos foram efetuados a menos de três metros de distância, segundo constataram os peritos do Instituto de Criminalística. O segundo tiro atingiu a nuca de Márcio Edsandro, no momento em que ele estava tentando se proteger. ?Ele caiu e outros três tiros foram disparados quando a vítima estava no chão, indefesa?, declarou Mousinho. Márcio foi baleado duas vezes no peito e uma no abdome. Ontem de manhã, Marcella demonstrou tensão quando Gérson Júnior, com quem tem um filho menor, chegou ao local da reconstituição, por volta das 10h. Para não inibir a testemunha, o juiz José Braga Neto determinou que Gérson Júnior fosse retirado do local por policiais do Tigre, o grupo de operações especiais da Polícia Civil. O acusado foi levado de volta ao local uma hora depois, mas se negou a participar da reprodução simulada dos fatos, por orientação de seus advogados. ?Não entendo por que ele não quis participar: se você é inocente, tenta esclarecer os fatos?, comentou o promotor Mousinho. Em nenhum momento, o acusado teve qualquer contato com a ex-mulher. O resultado da reconstituição sai em 15 dias e será assinado por, no mínimo, dois peritos.

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