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Traficantes metralham vel�rio no Dique Estrada

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EDNELSON FEITOSA Traficantes metralharam, na madrugada de quinta-feira, 9, o velório do carroceiro Gilvan Barbosa de França, a 18ª vítima da ?guerra? do tráfico no Dique Estrada. Ele foi assassinado a tiros próximo ao terminal de ônibus do Vergel do Lago, na noite da última quarta-feira, por dois homens, que fugiram numa moto. A dona de casa Marli Barbosa de França, 45, mãe de Gilvan, disse que um grupo de homens num veículo Blazer, de cor verde escura, deu uma rajada de tiros na direção da porta de sua casa, quando a família preparava o velório do carroceiro. Os motopistoleiros também estiveram no local. Por causa do atentado, sua nora, Maria Célia, 24, mulher de seu filho, Givaldo Barbosa de França, 22, que estava grávida de três meses, perdeu o filho. Um garoto de 12 anos, seu neto, foi ferido com estilhaços de bala. Houve tumulto e agora os vizinhos estão com medo, porque eles prometeram voltar para matar Givaldo, acusado de pertencer ao grupo do traficante José Augusto de Jesus, o ?Nego Déu?, que está preso no Cirydião Durval. Na manhã de ontem, o major Gilmar Batinga, subcomandante da Radiopatrulha, ocupou a favela do Galpão com mais de 20 homens. Foi ali que começou a ?guerra? entre quadrilhas rivais, que provocou 18 assassinatos. Apreensão Na operação, os militares apreenderam 150 bombinhas de maconha. ?Toda vez que entramos na favela, nós conseguimos fazer apreensão de drogas?, declarou o oficial da PM. Segundo ele, os homicídios que estão ocorrendo no Dique Estrada são resultado da luta pelo comércio de maconha. Dona Maria Aparecida, 50, que mora na favela há dez anos, considera importante a presença da polícia no local. No entanto, disse acreditar que as autoridades já deveriam ter colocado uma delegacia ou um posto policial no Galpão. ?São muitas famílias aqui, todas ameaçadas pelos bandidos?, revelou ela. Maria Quitéria, 25, que mora ao lado do principal ponto-de-venda de maconha no Galpão, um barraco abandonado pelos moradores por ordem dos traficantes, declarou desconhecer o tráfico no local. Ela garantiu não haver ameaças, mas admitiu que se tivesse uma chance, se mudaria do local. ?Tem muita gente vendendo as casas por aqui?, confessou.

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