Polícia
Empres�ria reage e casal escapa de seq�estro na Barra de S�o Miguel
Tentativa frustrada de seqüestro na Barra de São Miguel, a 32km de Maceió. O engenheiro Max de Oliveira Santa Cruz, 47, foi atacado por quatro homens armados de revólveres, na madrugada de ontem, quando chegava em casa com sua mulher e um filho. Houve confusão: a esposa, Rosa Maria de Oliveira Santa Cruz, gritou que preferia morrer no local a acompanhar os bandidos. Segundo Max de Oliveira, eles haviam fechado a choparia que o casal inaugurou recentemente, na orla da Barra de São Miguel, por volta de 1h30. Quando ele saía de seu carro, três homens se aproximaram, dois deles encapuzados, e sacaram as armas, iniciando o seqüestro. Rosa Maria já estava fora do carro quando um dos bandidos disse a ela que ?não tinha vindo do Recife para voltar sem pegar os R$ 30 mil?. Por duas vezes, chamou a vítima pelo nome de ?Débora?. Era como se soubessem que dentro da casa havia tal importância em dinheiro. ?Eles tentaram forçar minha mulher a voltar para o carro, mas ela reagiu e criou um tumulto. No meio da confusão, eles quiseram entrar na casa, perguntando se havia mais alguém?, contou o engenheiro. Talões de cheque Max de Oliveira disse aos bandidos que na casa havia empregados e sua filha de 16 anos. Uma cadela pastor alemão começou a latir, intimidando os bandidos, que acabaram recuando. Max não soube informar quanto tempo levou até os bandidos decidirem ir embora, levando apenas o carro ? um Gol ? e os objetos que havia dentro dele, como um cheque da firma do engenheiro no valor de R$ 1.100,00, assinado por ele, R$ 800,00 em espécie, e talões de cheques de sua empresa em Maceió. O engenheiro contou que os bandidos eram muito agressivos. ?Levei um soco no rosto e minha mulher foi agarrada pelos cabelos, mas não se entregou?, disse ele. Toda a cena foi assistida pelo filho, que se recusou a informar o nome e a idade. O jovem estava traumatizado com o que viu, mas ontem mesmo reassumiu seu trabalho com o pai. Dois carros Max declarou que eram quatro bandidos em dois carros: um Fiesta branco e um Celta de cor clara. Três homens se aproximaram do grupo que chegava em casa, mas havia um quarto que ficou no veículo. Apenas um deles estava de ?cara limpa?: era baixo, moreno e tinha um ?bigodinho?. Max disse desconhecer quem é Débora, nome que eles acreditavam ser o de sua mulher. No momento da fuga, os bandidos abandonaram o veículo Fiesta branco, placa MUG 971-AL, fria, originalmente de um Palio verde. A polícia acredita que o Fiesta foi roubado em Maceió, pois existiam adesivos no pára-brisa, um deles do Sindicato dos Serventuários da Justiça. O chefe do Setor de Operações da Delegacia da Barra de São Miguel, Ivanildo Barbosa, realizou vários levantamentos e, na manhã de ontem, ouviu o relato das vítimas. Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos também estiveram na Barra de São Miguel para investigar o fato. Ivanildo Barbosa disse não acreditar que tenha havido um simples roubo de veículo. O delegado José de Oliveira Barbosa decidiu considerar o caso como tentativa de extorsão mediante seqüestro. Empreiteiro O engenheiro Max de Oliveira é mineiro de Uberaba. Ele chegou a Alagoas há cinco anos e trabalha como empreiteiro do setor de construção civil. Há duas semanas, abriu uma choparia na Barra de São Miguel, onde possui também apartamentos alugados por temporada. ?Desde que cheguei aqui, esta foi a segunda vez que fui assaltado?, advertiu ele.